Moraes disse que o TSE disse que não restringiu nenhuma ação da PF, mas a divulgação de operações que possam influenciar as eleiçõesFabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, esclareceu neste domingo, 30, a decisão da corte, anunciada no sábado, 29, sobre a proibição de divulgação de operações em curso e realização de qualquer operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que afete o transporte público de eleitores neste domingo. 
O ministro proibiu no sábado a PF de repassar informações sobre ações relacionadas às eleições e deixou expresso que o descumprimento da decisão poderia gerar a responsabilização do diretor-geral da corporação por desobediência e crime eleitoral

Em despacho na manhã deste domingo, Moraes esclareceu que os boletins do Centro Integrado de Comando e Controle e do sistema Córtex podem ser divulgados, assim como ocorreu no primeiro turno.

"Chamo o feito à ordem para esclarecer que as divulgações de resultados de operações por parte da Polícia Federal, relacionadas às eleições, não atingem o sistema Cortéx de dados de segurança, utilizado pela Polícia Federal, nem mesmo aqueles monitorados a partir do Centro Integrado de Comando e Controle", escreveu.

Mais cedo, o Ministério da Justiça informou que 500 mil agentes das forças de segurança estão nas ruas, mas que a divulgação dos dados estava proibida por ordem do presidente do TSE.

A PF disse em nota que sempre repassou as informações sobre os trabalhos realizados no dia da eleição para "cumprir com o princípio constitucional da transparência", mas que cumpriria a decisão.

O TSE disse que "não restringiu nenhuma ação da PF, mas tão somente as divulgações de operações específicas com imagens e entrevistas que possam influenciar no pleito eleitoral" e chamou de "equivocada" a nota do Ministério da Justiça.