Candidatas ao governo Marília Arraes e Raquel Lyra votam em PernambucoReprodução Twitter
Ainda no domingo do primeiro turno, recolhida no luto pela morte do marido, Raquel Lyra recebeu o apoio de Miguel Coelho (União Brasil), com quem a tucana tentou a convergência de candidaturas na pré-campanha. Nas semanas seguintes, a ex-prefeita de Caruaru reuniu apoios de legendas como o Podemos e o PP, além de parte expressiva do MDB. O PL de Anderson Ferreira não se posicionou, mas há proximidade.
A neutralidade na disputa nacional, porém, permitiu que lideranças de esquerda, rivais a Marília Arraes, também se reunissem no seu palanque. Parte do PT, que oficialmente apoia Marília, está com a tucana, assim como a maioria do PSB e algumas lideranças da Rede Sustentabilidade, como o deputado federal Túlio Gadelha. O parlamentar rachou a federação com o PSOL no Estado ao declarar apoio à tucana.
Diante da presença de diversos bolsonaristas e da neutralidade estratégica do palanque adversário, Marília Arraes aposta na associação de Raquel Lyra a Bolsonaro, dono de alta rejeição no Estado. O movimento foi reforçado quando a deputada recebeu o apoio formal de Lula, que no primeiro turno estava oficialmente com Danilo Cabral, candidato do PSB. Ela também conseguiu reunir em seu palanque adversários históricos, como o senador Humberto Costa (PT) e o prefeito João Campos (PSB), apoiadores do ex-presidente.
A batalha de rejeições também envolve o governador Paulo Câmara. Raquel Lyra insiste em colocar a adversária como uma candidata de continuidade após o PSB declarar, numa nota na qual não cita nomes, apoio a Marília Arraes. Em tempo: os socialistas liberaram as bases para apoiar a tucana, o que a candidata do Solidariedade denuncia.
Justiça
Nessa reta final, Marília Arraes perdeu 49 inserções, mas insistiu nos debates que a neutralidade da tucana é na verdade uma forma de apoiar o atual presidente e enganar lulistas.

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