Empresário compra time nos EUA e mira torcida brasileira

Flávio Augusto da Silva adquiriu o Orlando City Soccer e pretende usar os milhares de turistas brasileiros na Flórida para fazer o clube crescer. Um jogador de ponta está nos planos

Por rafael.arantes

EUA - O empresário brasileiro Flávio Augusto da Silva tem planos ambiciosos para o futebol dos Estados Unidos. Depois de adquirir o Orlando City Soccer, time que disputa a USL PRO (United Soccer League), uma liga profissional de menor expressão no país, ele pretende levar a equipe do estado da Flórida para a MLS (Major League Soccer), principal campeonato norte-americano, já nos próximos anos. Para isso acontecer, o investimento é alto.

"Vou investir 100 milhões de dólares (R$ 220 milhões) e o projeto total é de 160 milhões (R$ 353 milhões). O restante tem participação do governo da Flórida e da prefeitura de Orlando e de Orange County", disse Flávio em entrevista exclusiva ao iG Esporte . Segundo o empresário, esses são os custos para se adquirir a franquia na MLS e construir um estádio.

"Mas não adianta só apresentar resultado dentro de campo, mas sim um pacote como empreendedor, é um negócio. Nos EUA dá certo por causa disso. Dentro de campo você tem que estar bem, mas fora de campo também. Tem que apresentar o projeto, ver se será aceito", completou.

Empresário compra equipe nos EUADivulgação

Vale lembrar que Flávio Augusto criou a escola de idiomas Wise Up, em 1995, conseguindo uma expansão para mais de 400 unidades no Brasil e países como Argentina, China e Colômbia. Neste ano, ele vendeu a sua rede de ensinos.

O Orlando City foi fundado em 2010 por Phil Rawlins, que também é acionista do Stoke City, clube que disputa a primeira divisão do Campeonato Inglês. No começo de 2013, depois de muita pesquisa e busca de informações sobre o crescimento do futebol nos Estados Unidos, Flávio decidiu comprar o time. A paixão pelo esporte e a perspectiva de um excelente investimento motivaram o brasileiro.

"Morei nos EUA entre 2009 e 2012. Nesse período, acabei me envolvendo com a agenda do meu filho, que jogava futebol, e entrei nesse ambiente. Acompanhava ele nos treinos e nos jogos. Minha decisão de investir no Orlando não está relacionada simplesmente porque eu gosto de futebol, mas sim porque enxerguei uma oportunidade de negócio", contou.

"Acompanhando meu filho, fiquei bastante impressionante com a quantidade de jovens envolvidos com futebol, de pais envolvidos, e resolvi ver isso com mais profundidade. Nisso me dei conta de que 24 milhões de crianças entre 5 e 17 anos de idade praticam futebol regularmente nos EUA. O esporte se tornou o mais praticado no país e isso me surpreendeu. Não sabia que o futebol já estava nesse patamar", comentou Flávio.

De acordo com o empresário, em 2012, a MLS teve uma média de público por jogo 50% maior do que a média de público do Campeonato Brasileiro. "Se for comparar com o Campeonato Carioca, a MLS teve nove vezes mais público em média. Já em relação ao Paulistão, a média foi três vezes e meia maior", disse.

Reportagem: Mário André Monteiro

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