Por fabio.klotz

Brasília - Um dos craques do Brasília, Guilherme Giovannoni aceitou o desafio de presidir a Associação de Atletas Profissionais de Basquetebol. Recém-criada, a entidade já atua com firmeza contra o conflito de datas entre NBB e o Campeonato Paulista. A situação chegou ao ponto de três equipes (Pinheiros, Bauru e Franca) jogarem duas partidas no mesmo dia.

Guilherme Giovannoni surge como liderança em momento importante para o basquete brasileiroDivulgação

"Esperei até o último momento para alguém mudar a data. Quando vi que não iriam mudar, fizemos um protesto pacífico (os times estouraram duas posses de bola) para demonstrar insatisfação", disse o ala-pivô.

Além dos jogos e treinos, Giovannoni agora encara rotina de reuniões. Nas próximas semanas, a Associação vai conversar com a Liga e a Federação Paulista. Em pauta, o problema do calendário brasileiro. O ala-pivô destaca os objetivos da organização de jogadores.

"Já temos um reconhecimento formal da Confederação. Isso é importante, a maior entidade do basquete nos reconhece. Com a Liga Nacional temos tido conversas periódicas, sempre passando alguns problemas que precisam ser resolvidos. Queremos fazer com que os jogadores tenham melhores condições de trabalho, calendário mais adequado. Que o basquete em si cresça neste ponto também. Os jogadores têm um peso importante na modalidade", afirma.

O protesto nas quadras aproximou o basquete do futebol. Nos gramados, o grupo Bom Senso F.C luta por melhorias na classe. Giovannoni não descarta unir esforços.

"Juntar forças é uma ideia, conseguir o apoio deste movimento também."

ROTINA PESADA

Ala-pivô do Brasília e da seleção brasileira, presidente da Associação de Atletas e universitário. Guilherme Giovannoni cursa Administração e concilia as três atividades.

"A partir de janeiro vou reavaliar todas as situações para definir as prioridades. Com um pouquinho de organização e de planejamento dá para dar conta de tudo isso", disse Giovannoni.

Sobre as quadras, o ala-pivô analisa o início de temporada do Brasília (está classificado para a fase final da Liga Sul-Americana) e mostra otimismo no potencial do time.

Giovannoni na estreia no NBB contra o Flamengo: derrota no maior clássico do país Divulgação

"Ainda tem muita coisa a melhorar. Estamos passando por esta fase de transição de técnico novo (o argentino Sergio Hernandez) e também de jogadores novos. A equipe ainda tem sido irregular nos jogos. Mas a equipe vem crescendo. Isso é importante. Temos consciência de que temos chance de lutar pelo título da Sul-Americana. Vamos fazer de tudo para ser campeão e mostrar o valor da nossa equipe", disse.

Outro foco do Brasília é recuperar a hegemonia nacional. Tricampeão do NBB, o ala-pivô projeta um torneio equilibrado e ressalta o potencial do clube candango.

"Os times estão investindo mais, em jogador e estrutura. O campeonato vai ser muito duro, mas temos consciência de que temos condições de lutar pelo título", analisou.

O Brasília se enquadra no cenário de maior investimento do basquete nacional. O clube contratou o técnico Sergio Hernandez (medalhista olímpico e multicampeão na Argentina), o armador uruguaio Martín Osimani e o pivô americano Marcus Goree. A meta é clara: volta a ser campeão do Novo Basquete Brasil.

O momento ainda é de transição e adapatação à filosofia do técnico. Giovannoni destaca a qualidade do novo comandante.

"É um prazer muito grande trabalhar com o Hernandez. Não só pelo currículo, quando você conversa com ele já entende por que faz sucesso na carreira. É um prazer enorme trabalhar com ele", finalizou.

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