Rio - Dono do 14º maior salário no elenco do Bayern de Munique — R$ 16,4 milhões por ano —, dinheiro já não é mais o principal objetivo na vida de Rafinha. O garoto que nasceu em Londrina, no dia 7 de setembro de 1985, já deu seu grito de independência financeira há muito tempo e hoje, aos 28 anos, tem metas que considera mais emocionantes na carreira. Disputar a Copa do Mundo de 2014 é um (belo) exemplo.
Após esperar cinco anos para reviver o sonho de vestir a Amarelinha, o lateral-direito não esconde a emoção com a sua inédita convocação pelo técnico Luiz Felipe Scolari para o amistoso com a África do Sul, dia 5 de março, em Joanesburgo, o último antes do anúncio da lista final para o Mundial, dia 7 de maio.
Ele vibra com o fato de o chamado ter vindo no melhor momento de sua carreira, já que é o titular absoluto no multicampeão Bayern de Munique, que ganhou quase tudo na temporada passada. Rafinha promete ‘mostrar serviço’ para ir ao Mundial.
“Estou muito feliz com a convocação. É sempre uma honra representar nosso país. Quero mostrar que eu mereço estar na Seleção e que o bom trabalho que tenho feito no Bayern pode ajudar na Seleção”, disse o jogador, medalha de prata com o Brasil na Olimpíada de Pequim, em 2008, quando foi chamado pelo técnico Dunga. Águas passadas para o milionário Rafinha.
PUXÃO DE ORELHA
Um dia depois de o jornal ‘Folha de S. Paulo’ revelar o plano da Fifa de tirar os jogos da Copa de Curitiba, o secretário-geral Jérôme Valcke mandou um recado aos dirigentes brasileiros.
“Nenhuma sede pode se dar ao luxo de pisar no freio e relaxar — ainda há muito a fazer. Os gramados, em particular, devem estar em excelentes condições”, escreveu Valcke no site da Fifa.
EM CIMA DA HORA
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) confirmou ontem que fará dois amistosos, em junho, nos EUA (contra México, dia 6, e Irlanda, dia 10) antes de embarcar para o Brasil. Cristiano Ronaldo & Cia chegarão na noite do dia 11, véspera da abertura da Copa, e ficarão em Campinas até dia 14, quando vão para Salvador, local da estreia, dia 16, contra a Alemanha.
SCHUMACHER X BATTISTON
A semifinal da Copa de 1982, entre Alemanha e França, entrou para a antologia do futebol como um dos maiores jogos de todos os tempos. Depois de um empate em 3 a 3, os alemães carimbaram a vaga para a decisão nos pênaltis. Não houve um herói, mas um vilão que protagonizou um dos capítulos mais infames dos Mundiais.
Na metade do segundo tempo, quando o jogo estava 1 a 1, Platini lançou uma bola em profundidade para Battiston, mas ele não a alcançou. Foi abalroado pelo goleiro Schumacher que, nitidamente, saiu da área para lhe acertar no rosto com a parte externa da coxa. Battiston caiu apagado, perdeu os sentidos. No hospital, os médicos descobriram uma pequena fissura em uma das vértebras e tiveram que extrair dois dentes do francês.
O árbitro holandês Charles Corver não deu falta, muito menos cartão amarelo e mandou o jogo prosseguir com tiro de meta.
Alguns anos depois, os dois se reencontraram e trocaram um aperto de mãos constrangedor na frente de um batalhão de fotógrafos. Schumacher chegou a convidar Battiston para seu casamento, que foi gentilmente declinado.
“Eu já o perdoei, mas não gostaria de reencontrá-lo. Já acabou”, disse Battiston, em 2012, à rádio RTF.
Coluna de Alysson Cardinali e Flávio Almeida





