Ucrânia - O Dínamo de Kiev, um dos mais tradicionais clubes da Ucrânia, decidiu agir depois dos casos de racismo envolvendo torcedores do clube na partida contra o Chelsea, válida pela Liga dos Campeões da Uefa, na última terça-feira.
Na ocasião, um grupo de torcedores negros, depois de agredidos, foram impedidos pela torcida do Dínamo de deixar o estádio, gerando nova troca de agressões. A ação foi flagrada pelas câmeras do orgão de combate à discriminação do futebol contra o racismo na Europa e divulgadas pelo jornal inglês The Guardian.
A solução encontrada pelo clube para coibir os atos racistas? Criar um setor especial no estádio e separar os torcedores negros dos demais torcedores do clube. A informação foi passada pelo diretor do estádio Olímpico de Kiev, Volodimir Spilchenko.
A Uefa segue analisando o caso para averiguar os acontecimentos e decidir se ocorrerá alguma punição ao clube. Em declaração para um jornal local, Ohor Kochetov, vice-presidente da Federação Ucraniana de Futebol, afirmou que a agressão não teve nenhuma conotação racista, passando a suspeita do ocorrido para as vítimas.
"Torcedores negros no setor que é sempre ocupado pelos ultras do Rodychi é muito surpreendente para todo mundo. Pessoas dessa categoria nunca estiveram lá. Informações iniciais indicam que essas pessoas estavam sem ingressos e segurando sinalizadores. Talvez, isso tenha sido uma provocação planejada. Essas são questões que precisam de respostas", declarou o dirigente.
Essa não é a primeira vez que o Dinamo é investigado por casos de racismo na Uefa. Em março a entidade multou o clube em 15 mil euros e uma partida sem público pela Liga Europa. A punição aconteceu devido a ofensas da torcida ucraniana em direção aos jogadores negros do Everton que ocorreram na





