Por pedro.logato

O Boa conquistou o título do Campeonato Brasileiro da Série C ao vencer o Guarani por 3 a 0, neste sábado, no estádio do Melão, em Varginha (MG). Na ida, em Campinas, as equipes empataram por 1 a 1 e, portanto, o time mineiro jogava por outro empate sem gols para levantar sua primeira taça. Antes da disputa do título, os dois times asseguraram o acesso à Série B entre os quatro melhores, seguidos pelos outros semifinalistas ABC e Juventude.

Este é o primeiro título do Boa, ex-Ituiutaba, que mudou de cidade e de nome em 2011. O clube, com esta grande campanha, parece ter entrado nos corações da torcida ainda saudosa do antigo Flamengo. Houve uma grande festa nas arquibancadas, que contou com mais de cinco mil visitantes. Ao Guarani ficou a frustração de não conseguir a façanha de ser campeão nas três divisões, porque levou o Brasileirão em 1978 e a Taça de Prata (antiga Série B) em 1981.

O Boa terminou a competição com 16 jogos de invencibilidade. Conquistou o acesso em cima do Botafogo-PB e chegou à final ao superar o Juventude. O Guarani teve a melhor campanha da fase classificatória, mas sofreu no mata-mata, no qual passou pelo ASA, nas quartas, e pelo ABC, na semifinais, com vitórias heroicas nos jogos de volta após perder os primeiros confrontos

GOLS RÁPIDOS

Mesmo com a torcida adversária em maior número no seu próprio estádio, o Boa não se deixou intimidar e iniciou a partida em ritmo alucinante. Com apenas nove minutos de bola rolando, Romano fez um belo lançamento para Rodolfo, que invadiu a área pelo lado esquerdo e tocou para Samudio abrir o placar com um chute colocado de pé esquerdo no alto.

Não deu tempo do Guarani nem respirar. Aos 13 minutos, Fellipe Mateus recebeu a bola na intermediária e, sozinho, levantou a cabeça e bateu de curva. Um belo gol. O Guarani errava na marcação e não conseguia chegar ao ataque com perigo. Estava bem marcado e dominado.

No intervalo, o técnico Marcelo Chamusca não mexeu no time. As alterações só aconteceram aos 15 minutos, com as entradas de Régis e Denis Neves nos lugares, respectivamente, de Wesley e Deivid. Mas em seguida aconteceu um lance que decidiu o jogo de vez. Ferreira cometeu uma falta com o braço sobre Rodolfo e foi expulso.

Ele ficou inconformado, partiu em direção ao árbitro e o empurrou ao chão. Foi difícil segurá-lo. Com um jogador a menos, ficou quase impossível a virada campineira. Chamusca reforçou a defesa, colocando Genilson para sacrificar o atacante Eliandro. Nesta altura, a torcida do Boa já festejava o título e gritava olé a cada troca de passe do seu time.

Quando faltavam dez minutos passou a gritar é campeão. Inquestionável. Mas a conquista foi sacramentada nos acréscimos, aos 47 minutos, com um chute de Kaio Cristian, que tinha acabado de entrar no lugar de Fellipe Mateus. Na comemoração ele tirou a camisa e recebeu o cartão amarelo mais gostoso da sua carreira.

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