Jogadores do Boca Juniors não querem jogar a decisão da Copa Libertadores

Final está marcada pela Conmebol para este domingo às 18h

Por O Dia

Confronto ente policiais e torcedores
Confronto ente policiais e torcedores -

Argentina - A final da Copa Libertadores envolvendo River Plate e Boca Juniors, remarcada de sábado para este domingo, pode não acontecer. Os jogadores do Boca, revoltados com o ataque sofrido, não querem entrar em campo para jogar. 

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Confronto ente policiais e torcedores AFP
Jogo virou uma guerra em Buenos Aires AFP
Torcedores do River Plate cobrem o rosto por causa do gás de pimenta jogado pela polícia AFP
Torcedores do River Plate cobrem o rosto por causa do gás de pimenta jogado pela polícia AFP
Ônibus do Boca Juniors AFP
Torcedores do River Plate lutam com a polícia AFP
Ônibus do Boca Juniors AFP
Torcida invadiu o estádio Reprodução de TV
Torcida invadiu o estádio Reprodução de TV
Tévez chegou ferido ao vestiário Reprodução de TV

O atacante Benedetto é um dos mais indignados. Em entrevista ao canal 'Fox Sports Argentina', ele disse que o troféu de campeão deveria ser entregue logo aos rivais. Segundo o jogador, o clube é o 'protegidinho' da Conmebol. "Que deem a taça ao River, já que eles têm tanto peso na Conmebol. Não fazem nada com eles", exclamou.

O veterano Carlos Tévez quer uma punição exemplar ao River. "Para mim, não deveríamos jogar domingo,  o mesmo que aconteceu com o Boca em 2015", afirmou o atacante em referência ao episódio que o Boca foi eliminado por causa de gás jogado por torcedores contra atletas do River.

Presidente da Conmebol pede punição a vândalos

Os atos de violência e vandalismo vistos em Buenos Aires no sábado, que resultaram no adiamento do confronto entre River Plate e Boca Juniors pela grande decisão da Libertadores, foram condenados pelo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez. O dirigente se manifestou durante esta madrugada de sábado para domingo e lamentou as cenas de barbárie que impediram a realização da tão esperada partida.

"Um dia triste para o futebol sul-americano. A Conmebol se solidariza com os jogadores, suas famílias e todos os afetados. O que deveria ser um encontro esportivo para viver, desfrutar e compartilhar o melhor do futebol sul-americano se transformou em uma vergonha", escreveu em sua página no Twitter.

Momentos antes do horário previsto para o início da final, nos arredores do Monumental de Núñez, torcedores do River Plate armaram uma emboscada e apedrejaram o ônibus que levava os jogadores do Boca Juniors. Não satisfeita, parte da torcida da casa ainda entrou em confronto com a polícia e invadiu o estádio

"A Conmebol exige das autoridades competentes ação imediata e oferece toda sua colaboração para identificar, capturar e julgar os responsáveis. Estes acontecimentos não podem ficar impunes. Aos responsáveis, cabe dar-lhes todo o peso da lei e a rejeição da sociedade", considerou Domínguez.

O apedrejamento do ônibus do Boca deixou alguns jogadores feridos. O capitão Pablo Pérez, com cortes no braço e ferimento no olho, foi encaminhado a um hospital. O reserva Gonzalo Lamardo também sofreu ferimentos no olho. Além disso, outros atletas foram vítimas dos efeitos de um artefato com gás de pimenta arremessado por um torcedor do River, como Tévez, Fernando Gago, Julio Buffarini, que foram vistos passando mal nas dependências do vestiário.

Diante deste cenário, um longo impasse gerou o clima de incerteza visto por horas no sábado. O horário do jogo chegou a ser adiado em duas oportunidades. Somente quando as diretorias de River e Boca entraram em acordo e comunicaram o desejo do adiamento da data da partida, a Conmebol estabeleceu que ela fosse disputada neste domingo, às 18 horas (de Brasília).

"A Conmebol faz um chamado para que neste domingo se viva uma final em paz, com respeito pelo rival e mostrando a melhor cara da América do Sul para o mundo. Convidamos todos os torcedores a compartilhar os valores do fair play", pediu o presidente da entidade.

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