Após morte de Henzel, Chapecoense pede à CBF para adiar jogo da Copa do Brasil

Jornalista faleceu na noite desta terça em razão de um mal súbito sofrido quando jogava futebol com amigos e colegas de profissão

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Henzel tinha 45 anos
Henzel tinha 45 anos -

Chapecó - Poucas horas após a morte do jornalista Rafael Henzel, a diretoria do Chapecoense informou nesta terça-feira que pediu à CBF o adiamento do jogo contra o Criciúma, agendado para a noite desta quarta, pela ida da terceira fase da Copa do Brasil. A partida está marcada para as 19h15, na Arena Condá, em Chapecó (SC).

Segundo o clube, o pedido foi negado inicialmente. Portanto, o confronto está mantido para esta quarta. Mesmo assim, o clube avisou que fará nova tentativa para adiar o jogo. "Entendendo que não há clima para a realização da partida e, em consideração a tudo que Henzel fez e representou para a Chapecoense, bem como por respeito aos familiares e amigos, o clube entrará com uma nova solicitação de adiamento e aguardará o posicionamento da CBF", informou a diretoria da Chapecoense.

Publicamente, a CBF não se manifestou. O Criciúma lamentou a morte do jornalista, porém não comentou o pedido de adiamento do rival. "O Criciúma lamenta profundamente o falecimento do jornalista Rafael Henzel. Ele, que faleceu na noite desta terça-feira, foi um dos sobreviventes no acidente trágico da Chapecoense na Colômbia em 2016. O Criciúma presta condolências aos amigos e familiares de Rafael Henzel nesse momento tão difícil", registrou o clube do sul de Santa Catarina.

Ainda nesta terça, a prefeitura de Chapecó decretou luto oficial de três dias. "Neste momento de dor, a Administração Municipal de Chapecó se solidariza com os familiares, amigos e colegas de profissão do Rafael, ratificando os votos de pesar pela grande perda e agradecimento à dedicação e trabalho prestado ao Município", disse a prefeitura, em comunicado.

Henzel será velado a partir das 7 horas desta quarta-feira no centro de eventos da cidade. Um dos seis sobreviventes da tragédia aérea da Chapecoense, ocorrida em novembro de 2016, o jornalista de 45 anos faleceu na noite desta terça em razão de um mal súbito sofrido quando jogava futebol com amigos e colegas de profissão.

De acordo com o Hospital Regional do Oeste, ele deu entrada no pronto-socorro com uma parada cardiorrespiratória. "Todas as medidas para ressuscitação cardiorrespiratória foram adotadas, resultando inexitosas", informou o hospital. A morte aconteceu às 21h10.

LUTO

Clube que enfrentou a Chapecoense na final da Copa Sul-Americana de 2016, o Atlético Nacional lamentou nas redes sociais a morte do jornalista. "Lamentamos profundamente o falecimento de Rafael Henzel, jornalista brasileiro que estabeleceu uma relação próxima com a nossa equipe e a nossa cidade. Um abraço forte a toda a sua família e amigos #SempreEmNossosCorações", registrou o time de Medellín.

A equipe colombiana criou fortes laços com o Brasil e com a Chapecoense após a tragédia sofrida pelo time brasileiro quando viajava de avião até a cidade de Medellín para a disputa da segunda partida daquela final. Torcedores e clube promoveram diversas homenagens às vítimas. E a diretoria do Atlético fez questão de pedir à Conmebol que concedesse o título daquele torneio à Chapecoense.