Áthila Paixão, uma das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, com os pais, Damião e Diana - Arquivo Pessoal
Áthila Paixão, uma das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, com os pais, Damião e DianaArquivo Pessoal
Por Danillo Pedrosa

Pais do atacante Áthila Paixão, Damião e Diana ainda custam a acreditar na morte do único filho que tinham. Mesmo à distância, o contato com o jovem de 14 anos era constante e a dor da perda não diminui desde o dia do incêndio.

"Tudo que a gente fazia era em prol dele. Ligava para ele toda noite. Quando penso que ele não vai mais estar com a gente, bate o desespero. Eu era feliz e não sabia. Nada nos conforta. E ninguém dá uma explicação para o que aconteceu", conta Damião.

Além de pai, Damião era o fã número um de Áthila e não poupa elogios ao atacante: "Era uma grande promessa, tinha porte europeu. Quando ele jogou a Copa Zico, muitos clubes se interessaram. Tenho até carta do Fluminense, mas ele gostava muito do Flamengo. Estava muito feliz, na melhor fase".

 

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