Outro show do Mengão no Maraca

Mesmo com uma formação quase reserva, Fla goleia a Cabofriense em noite inspirada do artilheiro Gabigol

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Minutos antes de balançar a rede, Gabigol fez bela jogada pela direita e a bola chegou a Michael (D), que abriu o placar no Maracanã
Minutos antes de balançar a rede, Gabigol fez bela jogada pela direita e a bola chegou a Michael (D), que abriu o placar no Maracanã -

A dedicação para apresentar um bom futebol não muda. Mesmo puxando o freio e colocando os reservas, o Flamengo desfilou ontem, no Maracanã, na goleada sobre a Cabofriense por 4 a 1. Michael e Gabigol (três) marcaram, Gama diminuiu. Hoje o time viaja para a Colômbia, onde estreia na Libertadores na quarta-feira, contra o Junior Barranquila.

Foi uma espécie de desfile das campeãs. O Flamengo, vencedor da Taça Guanabara, se apresentou bonito, mas faltando peças. Ainda assim, evoluiu perfeitamente, como uma engrenagem. Pedro Rocha, estreante, Vitinho, Michael e Gabigol giravam no ataque. Quase todos participaram do primeiro gol, aos 15 minutos. Pedro Rocha achou Gabigol em passe vertical, o camisa 9 finalizou rasteiro e a bola ia para fora, mas o baixinho Michael se esticou, e abriu o placar de carrinho.

Nenhum dos três principais zagueiros jogaram. Thuler e Dantas formaram a dupla e não estiveram em perfeita harmonia com Arão. Aos 23 minutos, Felipe Adão teve espaço na esquerda e achou Gama, que matou no peito e acertou belo chute no canto do goleiro César.

O segundo tempo veio com um Flamengo mais eficiente. Pedro entrou no lugar de Pedro Rocha. Bem mais entrosado com Gabigol, ele deu outra cara ao ataque. Aos 18, Michael abriu alas na direita, dançou diante do marcador e recuou para Gabigol marcar o segundo do Flamengo, aos 18 minutos. O baixinho voltou a ser importante aos 31, no terceiro: lançou para Diego, que achou Gabigol e aumentou o placar. Ele fecharia o Carnaval rubro-negro com outro gol, aos 43, em passe de Diego. Os números impressionam: são nove gols em sete jogos em 2020. Com o número, tornou-se o artilheiro do Carioca (sete) e do novo Maracanã, com 33, contra 30 de Fred.

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