Torcedores da Argentina protestam por morte de Maradona AFP
"Condenação social e judicial para os culpados", dizia uma grande bandeira carregada por Dalma (de 33 anos) e Gianinna (31), as filhas que o 'Pibe de Oro' teve com sua ex-mulher Claudia Villafañe, que estiveram presentes no local junto a sua mãe, mas tiveram que se retirar rapidamente em meio a um tumulto dos manifestantes.
O caçula dos cinco filhos de Maradona, Diego Fernando, de 8 anos, também participou do ato, junto com sua mãe, Verónica Ojeda, ex-parceira do campeão mundial na Copa de 1986, no México.
A manifestação do '10M' foi convocada pelas redes sociais por iniciativa de grupos de torcedores de Maradona sob o lema "Justiça para Diego. Ele não morreu, eles o mataram".
"Naquele dia (25 de novembro) todos morremos um pouco. É como um filho, um irmão de cada um. Eramos loucos para tocá-lo e os que podiam não conseguiram cuidar dele", disse um homem sob um guarda-chuva azul e amarelo, as cores do Boca Juniors, clube do qual Maradona era torcedor e um dos times em que jogou.
Os manifestantes expressaram sua devoção a quem para muitos foi o melhor jogador da história, com grandes bandeiras azuis e brancas, exibindo tatuagens com a imagem do ídolo.
"Pedimos justiça para o maior de todos os tempos", declarou um fã.
Foi pedido para que marchassem "em paz", com máscaras e distanciamento social para evitar o contágio de covid-19, o que não foi cumprido.
À medida que a noite avançava, o clima foi ficando mais violento. "Morla 'vamos te matar... nem mesmo a (polícia) federal vai te salvar...", cantavam em recado ameaçador dirigido a Matías Morla, último advogado e representante de Maradona, muito criticado pelas filhas de 'El 10' e quem teria designado a equipe médica que o acompanhou no final de sua vida.
A promotoria de San Isidro busca determinar se a morte de Maradona poderia ter ocorrido por abandono de uma pessoa ou por homicídio culposo (involuntário).









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