Walter CasagrandeFoto: Reprodução/Globoplay
"Nada justifica o que aqueles torcedores fizeram na Arena do Grêmio. Causaram pânico. Até o Raphael Veiga, que estava recebendo o troféu de melhor em campo, teve que sair correndo, pois não sabia o que poderia acontecer", começou Casagrande.
"Claro, essa agressividade sempre existiu no futebol brasileiro, e invasões de campo não são novidade. Eu reconheço isso. Mas também não me parece coincidência que tanta violência aconteça neste momento em que temos um presidente que espalha ódio", completou o ex-jogador, que virou centro de ataques após condenar Maurício Souza por aspas consideradas homofóbicas.
"O isolamento do país do resto do mundo, as agressões a jornalistas que estavam cobrindo a viagem do presidente Jair Bolsonaro à Itália, nada disso é mera coincidência. Hoje, todos se acham no direito de ter falas homofóbicas, racistas, machistas, e isso obviamente se reflete também dentro de um estádio de futebol", refletiu.
Por fim, Walter Casagrande desabafou sobre as ondas de ataques recebidas e disse estar ao lado das 'pessoas de bem' na luta contra a violência e preconceito.
"De minha parte, não tenho mais nenhuma preocupação com a perseguição e os ataques preconceituosos que recebo. Eles já não me surpreendem e nem me fazem mal. Porque esse é o comportamento real dessas pessoas, como fizeram na Arena do Grêmio", concluiu.






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