Rio - O Cuiabá informou nesta quinta-feira que rescindiu o contrato do atacante Clayson, acusado de agredir uma dançarina em um motel em Mato Grosso. Em nota, o clube informou que teve um conversa com o jogador, na qual ele teria confessado o ato, e o retirou imediatamente da lista de relacionados para a próxima partida, contra o Santos, pelo Brasileiro.
Além de Clayson, Rafael Gava é outro jogador do clube acusado de participar da ação, mas ao contrário do companheiro de equipe, ele negou negou as acusações e alegou estar em casa no momento em que a festa acontecia em um motel. Clayson, inclusive, confirmou a versão do colega.
— O Cuiabá lamenta profundamente o ocorrido e já informou Clayson que sua conduta extracampo é inaceitável e que encerrará seu vínculo imediatamente. O atleta, que pertence ao E.C. Bahia, foi excluído ontem mesmo do grupo que enfrenta hoje o Santos, na Vila Belmiro, pela última rodada do Campeonato Brasileiro — escreveu o clube.
— Em relação ao atleta Rafael Gava, o Cuiabá aguardará a conclusão das investigações para decidir qual atitude será tomada — completou.
Entenda o caso:
Uma dançarina da boate Crystal Night Club, localizada na cidade de Cuiabá, do Mato Grosso, acusou um atleta do clube do mesmo nome da cidade, que disputa a Série A, de tê-la agredido após participar de uma festinha em um motel na última terça-feira. De acordo com informações do "RdNews", outros dois jogadores do Dourado estiveram presentes no evento.
A jovem, de 21 anos, afirmou que além dela, outras duas mulheres estavam no local. De acordo com o boletim de ocorrência, o jogador teria agredido a vítima com um caco de vidro proveniente de uma garrafa de cerveja quebrada. Em entrevista ao "RdNews", ela afirmou que a briga começou por conta da forma de pagamento do programa. Casado, afirmou que não faria transferência por meio do PIX, já que sua esposa tem acesso a sua conta bancária.
"Eu estava com o boné de um outro rapaz, joguei o boné na cama e ele levou isso como um insulto. Levantou da cama, começou a me socar na cara e começou a falar ‘me respeita, put*. Me respeita que aqui você não tem moral nenhuma", disse.
Em entrevista ao Gazeta Digital, a jovem contou mais detalhes da agressão. "Tampou minha boca, me sufocou, colocou um travesseiro na minha cara. Eu consegui alcançar minha mão em uma ice, quebrei a ice para ver se dava um susto e soltava. Não adiantou nada. Ele pegou e quebrou uma cerveja e começou a me cortar. Eles pegaram o carro e me deixaram sozinha. Eu fiquei chorando ensanguentada no motel", afirmou.
A dançarina ainda afirmou que tentou o suicídio após o ocorrido, mas acabou sendo resgatada. "Eu estava chorando muito, me sentindo injustiçada. Vou fazer o que eles querem. Não tinha esperança naquele momento. Peguei um caco de vidro e cortei a minha garganta". Ela acabou sendo socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e está internada na capital do Mato Grosso.
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