Gianluca Prestianni corre o risco de ficar fora da Copa do Mundo por causa da punição que sofreu da Uefa por ofensa racista a Vini Jr. A Fifa acatou o pedido da entidade europeia e decidiu ampliar para âmbito global o cumprimento dos seis jogos de suspensão que o atacante argentino do Benfica recebeu.
Com a decisão, o jogador não poderá atuar nas duas primeiras rodadas do Mundial, contra Argélia e Áustria, caso seja convocado. Isso porque ele ainda tem mais dois jogos a cumprir e a pena é apenas para competições internacionais, sem incluir amistosos.
O fato de não poder contar com Prestianni no início da competição pode pesar na decisão do técnico Lionel Scaloni de convocá-lo. Caso entre na lista de 26 jogadores, o atacante ficará à disposição contra a Jordânia e nas fases de mata-mata.
Entenda a punição a Prestianni
A Uefa aplicou seis jogos de suspensão ao constatar que houve ofensa racista a Vini Jr, no duelo entre Benfica e Real Madrid, pela Liga dos Campeões. Três partidas são obrigatórias, sendo que ele só cumpriu uma.
As outras três estão condicionadas a um período probatório de dois anos, nos quais ele não pode cometer outros casos de ofensa racista.
A partida entre Benfica e Real Madrid, em 17 de fevereiro, ficou paralisada por cerca de 10 minutos por causa do protocolo antirracismo acionado pelo juiz, após denúncia do brasileiro. Após confusão na comemoração de seu gol, ele acusou Prestianni de chamá-lo de 'mono' (macaco, em espanhol), enquanto escondia a boca com a camisa.
O brasileiro ainda foi alvo de alguns torcedores do Benfica no estádio, que imitaram macaco em direção dele. Em postagem nas redes sociais, o argentino negou a acusação à época e recebeu o apoio do clube português:
"Em nenhum momento proferi insultos racistas contra o jogador Vinicius Júnior, que infelizmente interpretou mal o que pensou ter ouvido".
Por outro lado, Mbappé saiu em defesa do companheiro e confirmou a acusação de racismo: "Ele disse cinco vezes que Vini é um macaco. Eu, Vini e muitos jogadores do Real Madrid perdemos o controle declarou", completou.
Depois, o órgão disciplinar da entidade considerou o caso como comportamento discriminatório e aplicou a suspensão, que agora ganha alcance mundial com a decisão da Fifa.
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