O Palmeiras aproveitou as críticas feitas por jogadores do Flamengo ao gramado do Maracanã para voltar a defender o uso do campo sintético no futebol brasileiro. Em tom irônico nas redes sociais, o clube paulista publicou um vídeo com manchetes sobre as reclamações do elenco rubro-negro e destacou uma entrevista de Léo Ortiz.
Após o empate por 1 a 1 com o Independiente del Valle, pela Libertadores, o zagueiro afirmou que os problemas encontrados no estádio dão argumentos aos defensores da grama artificial. O Alviverde, que utiliza esse tipo de piso em seu estádio, respondeu com uma provocação: "O tempo é o senhor da razão".
"Custa ao Flamengo e ao Fluminense, que são sócios do Maracanã, algo em torno de R$ 50 milhões por ano para manter um gramado perfeito com 80 partidas por ano. Nós, no Flamengo, acreditamos que não é justo que você tenha um diferencial competitivo pelo tipo de gramado que você joga. É mais caro ter grama. Nosso ponto de vista é que, se você não tem condição de praticar o futebol em campo de grama, talvez você não possa disputar a Série A do Brasileirão", comentou à época.
Além de Léo Ortiz, Arrascaeta e Rossi também reclamaram. O uruguaio afirmou que a equipe precisa de um gramado adequado para conseguir impor seu estilo de jogo, enquanto o goleiro classificou como "inacreditável" atuar em um piso daquela maneira.
Lucas Paquetá, por sua vez, apontou dificuldades provocadas pelo estado do terreno. Segundo o meia, a necessidade de dar mais toques na bola em espaços curtos prejudica a execução das jogadas e pode afetar a confiança dos atletas.
As manifestações aconteceram depois da classificação do Flamengo para a semifinal da Libertadores. O gramado, castigado pela sequência de partidas, ainda será utilizado antes da pausa para a Data Fifa, período em que a gestão Fla-Flu espera que ajude na manutenção e melhora do campo.
No dia 20 de setembro, o Rubro-Negro recebe o Red Bull Bragantino pelo Brasileirão. Uma semana depois, em 27 de setembro, o estádio será palco do confronto entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, pela NFL.
*Reportagem do estagiário Bernardo Fonseca, sob supervisão de Hugo Perruso
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