Lucas Paquetá, em entrevista coletivaVanessa Carvalho / Parceiro / Agência O Dia
“Estamos todos felizes com a volta dele, por voltar a treinar e por estar em campo com todos nós. É um cara importantíssimo, tem uma história linda aqui e que ainda pode nos ajudar muito”, iniciou o jogador, em entrevista coletiva.
“É muito importante, assim como todos do elenco. Estamos felizes por ele, pela volta dele, e esperamos que possa estar em campo o quanto antes nos ajudando”, complementou.
O meio-campista também valorizou a parceria de longa data com Vini Jr: “Temos uma amizade muito bonita. Criamos esse laço desde a época do Flamengo. Ficamos muito felizes de estar juntos. É um cara que admiro muito, tenho um respeito enorme por ele. Sem dúvida, estar aqui e vivendo mais uma Copa do Mundo é especial demais para nós”.
O Brasil, que empatou com Marrocos (1 a 1) e ganhou do Haiti (3 a 0), encaminhou a classificação ao mata-mata. Para garantir a vaga, basta um empate com a Escócia. Mesmo que perca, a tendência é de que a seleção brasileira fique entre os oito melhores terceiros colocados e avance, já que teria quatro pontos.
Outras respostas de Lucas Paquetá
. Pode substituir Raphinha?: “Sempre me coloco à disposição para ajudar, fazer o meu melhor. É uma pergunta que, graças a Deus, não preciso responder porque é uma dúvida para o professor, ele é quem decide. Mas acho que independentemente de nomes está todo mundo preparado para entrar e fazer seu melhor”.
. Orientações de Carlo Ancelotti: “Acho que é uma função que faço e fiz durante grande parte da minha carreira. É um jogador de meio de campo ajudando defensivamente e na construção das jogadas. O mister sempre pede para colocar para fora minhas características, ele não me traz muito controle com bola. Ele pede para jogar à vontade, participar do jogo. E sem a bola fazer minhas habilidades defensivas. Faço muito à vontade porque é algo que estou acostumado a fazer”.
. Jogo contra a Escócia: “Não só a Escócia, mas todas as equipes da Copa do Mundo são equipes que você deve respeitar, estudar e se preparar para enfrentar. A gente tem muito respeito pelo adversário, mas sabendo que temos que colocar em prática nosso jogo e fazer o que o mister pede para nós alcançarmos nossos objetivos, que é vencer”.
. Lesão de Raphinha: “Todos ficamos tristes, mas ele tem o conforto e abraço de todos nós. A gente torce para que possa se recuperar o quanto antes e se coloca à disposição para ajudar no que for preciso. Ele trabalha muito, e tenho certeza que vai fazer o possível e impossível para voltar o quanto antes. Quanto à importância dele, dispensa comentários. Vem de temporadas incríveis e está crescendo muito dentro da Seleção. É uma coisa que a gente tem que reestruturar rápido quando alguém como ele fica de fora. Mas bom, a lista foi muito bem escolhida pelo professor e quem for suprir a ausência dele vai fazer da melhor forma possível”.
. Você e Vini Jr têm conseguido repetir o desempenho nos clubes?: “Acho que sim, o Vini vem em uma crescente muito boa na Seleção. Não que ele não vinha fazendo grandes jogos, mas agora com mais destaque, mais decisivo. Acho que isso tem muito a ver com a maneira de jogar, coisas particulares dele de se sentir à vontade. Agora ele tem um treinador, todos temos, um cara que ele já conhece, com quem se sente mais à vontade e tem mais confiança. Isso influencia, sim, um pouco. Fico feliz de viver esse momento junto com ele. Faz parte. Conforme você vai jogando junto, vai se entrosando mais, e às coisas vão acontecendo”.
. Teve medo de não voltar à Seleção ao voltar para o Flamengo?: “Não temi, eu estava muito convicto da minha decisão. Depois de tudo que passei, eu tinha muito claro na minha cabeça o que eu queria. Eu queria reviver esse sonho de vestir a camisa do Flamengo. Claro que a Seleção sempre foi um objetivo, mas independentemente de clube, eu teria que estar fazendo o melhor no meu clube para alcançar espaço na Seleção. As dúvidas sempre são de fora, mas no meu coração é muito claro onde posso chegar. Muito feliz de estar aqui no grupo, sendo titular. E se não fosse, já seria uma alegria enorme estar aqui com a Seleção. Muito feliz”.
. Posicionamento: “Acho que para esse segundo jogo a gente foi mais definido de jogar com três no meio, diferentemente do outro, em que eu começava por fora e flutuava por dentro com mais liberdade. Essa mudança tática acaba definindo melhor a forma que a gente vai se entender entre os meio-campistas. Cunha tem uma característica diferente, ele permite uma mobilidade maior minha com ele, de uma troca, isso facilita um pouco que tenhamos superioridade no meio. Igor Thiago é mais de área, mais centralizado, são características diferentes e jogos diferentes. Nesse jogo encaixou muito bem, e fomos felizes de vencer”.
. Como blindar o grupo?: “Acho que todos nós passamos por momentos difíceis. A gente aprende desde cedo a blindar o que vem de fora porque não é isso que nos move, que nos vai fazer alcançar um objetivo, realizar um sonho. É trabalho, dedicação, o que a gente faz no campo. A gente aprende desde cedo a lidar com críticas, tentar filtrar o que pode servir de bom, de combustível e segue trabalhando porque é assim que a gente conquista as coisas”.
. Como lidam com as críticas?: “A gente tem a cabeça tranquila do que a gente veio fazer. Quebramos as expectativas do primeiro jogo sim. A gente melhorou, teve mais calma e acho que a gente tem que focar no que podemos fazer. Trabalhamos no objetivo de vencer mais uma Copa do Mundo. A gente está crescendo na competição, melhorou no segundo, espera melhorar ainda mais no terceiro. E se no fim conquistarmos o objetivo, nenhuma comparação importa”.
. Imaginava tanto equilíbrio?: “Acho que sim. A cada Copa que passa, o futebol está mais equilibrado e mais difícil. Claro que existem seleções mais favoritas em certos confrontos, mas no campo é 11 contra 11, o dia de um e não o dia de outro. Tem que procurar fazer seu melhor, a equipe que erra menos tem vencido, e Copa é sempre Copa, são sempre jogos difíceis”.

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