
Uma semana conturbada terminou da pior maneira possível e colocou uma pressão ainda maior sobre os jogadores. Após a confusão no embarque na noite de sexta-feira, com tentativa de agressões de torcedores, a delegação rubro-negra ainda sofreu com protestos na chegada a Fortaleza e foi mais uma vez recepcionada com pipocas. É nesse clima de tensão que o Flamengo enfrenta o Ceará, às 16h, no Castelão, precisando vencer para tentar acalmar a torcida.
A experiência na sexta-feira assustou e irritou os jogadores. Diego Alves era um dos mais contrariados em Fortaleza. O goleiro, inclusive, teria jogado um copo de café nos torcedores durante o tumulto no Aeroporto do Galeão. Já Diego, principal alvo da ira e que quase foi agredido no Rio, teve uma trégua com alguns rubro-negros que estavam no mesmo hotel da delegação, tirou fotos e recebeu apoio ontem em Fortaleza.
CLUBE REPUDIA ATITUDE
O Flamengo se posicionou sobre o incidente e protestou contra "a atitude absurda de alguns torcedores organizados que estiveram no aeroporto para intimidar e tentar agredir os atletas". Na nota, o clube ainda reforçou que não vai aceitar atos de intimidação, mas não falou se irá tomar alguma atitude contra os vândalos.
De qualquer maneira, os jogadores entrarão em campo hoje mais pressionados por um bom resultado. Há a preocupação do que pode acontecer em caso de um novo tropeço. Certo é que o grupo se sentiu exposto após o incidente e não se vê seguro. A segurança será reforçada no desembarque de amanhã.
Pelo menos ontem o dia foi de tranquilidade. A equipe treinou no CT do Fortaleza com portões fechados, mas recebeu o carinho de crianças da escolinha do clube, que puderam entrar, e de alguns torcedores que ficaram fora do local do treino e no hotel onde a delegação está concentrada.






