Ao garantir ao menos 20 medalhas - esse número pode aumentar nesta madrugada com Isaquias Queiroz na canoagem, com o vôlei masculino que disputa o bronze e o hipismo por equipes na manhã de sábado -, o Brasil fez história na Olimpíada de Tóquio-2020. Os atletas brasileiros superaram Rio-2016 como o melhor desempenho em quantidade de subidas ao pódio da história do país e, de quebra, repetiram um feito que apenas o Reino Unido conseguiu nas últimas 10 edições dos Jogos.
Após o recorde de medalhas na Rio-2016, com 17, era de se imaginar que dificilmente essa meta seria batida na Tóquio-2020. Afinal, a história recente das Olimpíadas mostrava que os países costumam ter seu melhor desempenho quando são sedes, sofrendo queda na edição seguinte. Entretanto, o Brasil se mostrou uma grata exceção, assim como foi o Reino Unido há cinco anos.
Agora, o Time Brasil precisa que o vôlei feminino, o futebol masculino e Bia Ferreira e Hebert Conceição, no boxe, sejam campeões para superar os 7 ouros de 2016, recorde até agora nas participações do país em olimpíadas.
Bruno Fratus conquistou bronze nos 50m livreAFP
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O desempenho dos países quatro anos depois
Com 20 medalhas garantidas, o Brasil já superou as 19 de quando recebeu os Jogos. Em 2016, o Reino Unido, com 67, ganhou duas a mais do que em Londres-2012. Foram os únicos países desde Los Angeles-1984 a conseguir ir melhor depois de serem sedes (como a União Soviética boicotou os Jogos de 84, não foi possível comparar em relação a Moscou-1980).
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A China, por exemplo, conquistou nove medalhas a menos em 2012 do que as 100 em Pequim-2008. Já a Grécia, no mesmo ano, teve o pior desempenho, com apenas três pódios, contra 16 em Atenas-2004.
Nos Jogos gregos, a Austrália somou 58 medalhas, oito a menos que em Sidney-2020, mas conseguiu mais ouros (17 contra 16 em casa). Já os Estados Unidos tiveram uma diferença de 8 a menos em relação a Atlanta-1996 (101), enquanto, no mesmo ano, a Espanha conseguiu 17, contra 22 em Barcelona-1992.
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Já a Coreia do Sul conseguiu os mesmos 12 ouros quatro anos depois de Seul-1988, mas subiu quatro vezes a menos no pódio. Por fim, a maior diferença no desempenho foi em relação aos Estados Unidos, que em Los Angeles não tiveram a União Soviética para competir e com isso somaram 174 medalhas, conquistando 94 na Coreia.
Rayssa Leal conquistou a prata em TóquioBreno Barros/rededoesporte.gov.br
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As medalhas do Brasil até agora:
Ouro: Ítalo Ferreira (surfe), Rebeca Andrade (ginástica/salto), Martine Grael/Kahena Kunze (vela classe 49er FX) e Ana Marcela Cunha (maratona aquática);
Prata: Kelvin Hoefler (skate street), Rebeca Andrade (ginástica/individual geral), Rayssa Leal (skate street) e Pedro Barros (skate park);
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Bronze: Alison dos Santos (atletismo/400m com barreiras), Thiago Braz (atletismo/salto com vara), Abner Teixeira (boxe até 91kg), Mayra Aguiar (judô), Daniel Cargnin (judô), Bruno Fratus (natação 50m livre), Fernando Scheffer (natação 200m livre) e Luisa Stefani e Laura Pigossi (tênis).
Medalhas já garantidas: Vôlei feminino, Futebol masculino, Bia Ferreira e Hebert Conceição, no boxe.
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