O Dia entrevistou a cantora e compositora que mora em Itaperuna Mayara Moreira que é líder do SOS Artistas.

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O Dia entrevistou a cantora e compositora que mora em Itaperuna Mayara Moreira que é líder do SOS Artistas. Foto: divulgação
Por Lili Bustilho
Itaperuna – A cantora e compositora Mayara Moreira, líder do SOS Artistas, movimento que mobiliza músicos, DJs, produtores, entre outros profissionais do ramo artístico, principalmente do Noroeste Fluminense que sofreram consequências com o impacto da crise financeira gerada pela pandemia, em entrevista ao O Dia explicou as principais reivindicações do grupo que possuí cerca de 250 membros. Eles pedem atenção para a categoria que teve a principal fonte de renda cessada em decorrência das proibições dos eventos e de outras restrições impostas pelos decretos que atendem ao protocolo de prevenção e combate ao Covid-19. Os artistas marcaram uma reunião em Itaperuna na próxima terça-feira, 08, às 19h30 na Arena Aeroporto para discutir medidas que podem ser tomadas para reduzir os prejuízos e tentar assistência do poder público.

O Dia entrevista Mayara Moreira:

Como e quando começou o Movimento?
Eu criei o grupo no último domingo. Senti uma necessidade absurda de unir todos e procurarmos alguma solução para esse momento de crise que já se estende há dez meses.

Quantas pessoas fazem parte e quais tipos de profissionais participam?
Atualmente mais de 240 pessoas entre músicos, produtores, técnicos de som, atores, pintores. Quando criei o grupo, pedi aos meus contatos para adicionar os demais dentro do cenário artístico. Em menos de 10 minutos já éramos mais de 200 artistas. Muitos saíram do grupo, e ao sair me mandavam mensagem pedindo desculpas, mas que preferiam sair porque já não acreditam mais que isso tenha saída e solução. Alguns estão desolados, desmotivados e desacreditados!

Quais municípios possuem representantes no SOS Artistas?
Itaperuna, Miracema, Santo Antônio de Pádua, Bom Jesus do Itabapoana, São José de Ubá, Itaocara, Aperibé, no Noroeste Fluminense, além de Carmo, Macaé, Rio das Ostras, São Sebastião do Alto, São Fidélis, Pirapetinga, Campos dos Goytacazes. Temos também a participação no movimento de músicos de Pirapetinga e do Mato Groso. 

Como ficou a vida dos artistas após a pandemia?
Em resumo, foram dez meses de desamparo. Uma grande parte dos artistas depende apenas da arte, vivem da arte e o fato de não poder exercer devido ao isolamento social, muitos artistas ficaram sem seu sustento.

Quais são as reclamações mais habituais?
Entre setembro e outubro surgiu o auxílio aos artistas, Lei Aldir Blanc, mas a maioria reclama da falta de informação, esclarecimento e até mesmo falta de interesse de muitos municípios no repasse dessa lei.
Em Itaperuna até a última quinta-feira, 03, essa verba ainda não foi repassada aos artistas.

Quais os principais prejuízos financeiros e psicológicos?
Muitos músicos vendendo seus instrumentos de trabalho. Artistas entrando em depressão e extremamente perdidos diante de tanta incerteza.

Quais as principais reivindicações do grupo?
Queremos ser mais valorizados pela população e principalmente pelos governos municipais e estaduais. Com leis que nos amparam e projetos que nos integram. Nossa cultura regional está muito deixada de lado, nossa união é para uma cultura mais ativa com projetos sociais para nossos jovens e valorização dos nossos artistas.

Como pretendem buscar auxílio do poder público? Com ofícios ou pessoalmente? Já traçaram estratégias?
De imediato criaremos um comitê, e num futuro próximo, através desse comitê teremos nossa associação onde com reuniões, criaremos pautas e projetos para apresentar nossos representantes do legislativo e executivo.