O cenário atual de imunização contra a Covid-19 em Niterói não é uma conquista do acaso. Desde o início da pandemia, em março de 2020, Niterói atuou com base na ciência e nas melhores experiências internacionais na batalha pela vida contra o coronavírus. Logo nos primeiros meses, a cidade colocou em prática um programa integrado de ações sanitárias, retaguarda hospitalar, apoio com renda básica às famílias mais pobres e crédito e apoio direto às pequenas empresas.
O resultado da combinação entre o respeito à ciência e a aposta na vacinação ficou claro nos números. Na semana de 22 de julho, Niterói tinha uma taxa de ocupação de apenas 12% em leitos clínicos e 0,8% em UTIs de coronavírus. Mais de 87% da população já estão imunizados com pelo menos duas doses da vacina.
Niterói foi a única cidade do estado do Rio a participar do esforço mundial pela vacina, começando já em agosto de 2020 os testes da Fase 3 da Coronavac, com centenas de voluntários profissionais de saúde do município. Com recursos próprios para a aquisição da vacina, Niterói era a única cidade do estado do Rio, entre as 12 do país, a testar a fase 3 da vacina Coronavac, em parceria com o Instituto Butantan e a Fiocruz. A vacina alcançou excelente resultado imunizando 100% para casos graves e moderados e 78% para casos leves.
Assim que surgiram esses primeiros testes satisfatórios com vacinas em fins de 2020, momento em que a pandemia já havia matado milhões de pessoas em todo mundo, a Prefeitura de Niterói buscou as possibilidades de aquisição do produto. Antes mesmo da chegada da vacina, o Município já tinha tomado diversas medidas que foram pioneiras no Brasil para impedir a circulação descontrolada do vírus. Iniciativas como o fechamento das praias, a abertura do primeiro hospital exclusivo para o tratamento de Covid-19 no país e a distribuição gratuita de máscaras e materiais de higiene e limpeza para a população ajudaram a proteger os niteroienses e combater o vírus.
No início de dezembro de 2020, enquanto o governo federal ainda patinava nas decisões de compra e utilização das vacinas que seriam aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Prefeitura de Niterói assinava um acordo com o Instituto Butantan, em São Paulo, para o fornecimento de 1,1 milhão de doses da vacina CoronaVac. O investimento com a compra das vacina, na ocasião, era de aproximadamente R$ 57 milhões, ao custo de 10 dólares por dose.
A quantidade, dizia a Prefeitura, seria suficiente para imunizar toda a população da cidade de mais de 500 mil habitantes. Mesmo com os esforços de Niterói para a aquisição rápida da vacina, em janeiro de 2021, o governo do estado de São Paulo informou à administração municipal que a compra da Coronavac não seria possível, uma vez que foi assinado contrato de exclusividade entre o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde.
Por decisão imediata do prefeito Axel Grael, recém-empossado, Niterói passou a integrar o plano de imunização do Governo Federal, que prometia vacinação simultânea em todo o País.
Niterói estava preparada para iniciar a vacinação já naquele momento, com equipes e insumos. A compra integral das vacinas do Instituto Butantan pelo Ministério da Saúde foi uma vitória do SUS. No entanto, era urgente que o Governo Federal colocasse em prática o Plano Nacional de Imunização, do qual Niterói fazia parte.
Após aprovação do uso emergencial pela Anvisa, em 17 de janeiro de 2021, Niterói já tinha preparado 54 salas de vacina nas unidades do Programa Médico de Família (PMF), policlínicas e unidades básicas de saúde, além de uma unidade de vacinação no modelo de drive-thru. A vacinação também pode ser agendada através do aplicativo Dados do Bem, já utilizado pelo município para a marcação de testes rápidos de Covid-19 pelo sistema de drive- thru.
É importante lembrar que Niterói tem há quase uma década a maior cobertura de atenção básica da saúde pública da Região Metropolitana do Rio por meio do Programa Médico de Família, que atende 100% do público alvo em todas as comunidades da cidade.
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