Eduardo Eugenio Govêa Vieira, presidente da FIRJAN
Eduardo Eugenio Govêa Vieira, presidente da FIRJANRenata Mello/Divulgação Firjan
Por Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira*
A partir do último trimestre de 2020, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) adotou um mantra: o Rio tem jeito! A pandemia do novo coronavírus agravou ainda mais os problemas sociais e econômicos do estado fluminense. Desde então, e como sempre fez, a Firjan vem apontando caminhos para a retomada da Economia do Rio.
No segundo semestre do ano passado apresentamos para o governo do estado e para a Assembleia Legislativa o Programa para a Retomada da Economia do Estado do Rio de Janeiro em Bases Competitivas, com quatro pilares de multiplicação de desenvolvimento. Um deles diz respeito ao saneamento. E uma das principais etapas neste percurso é a concessão dos serviços da Cedae.
Publicidade
O sucesso do leilão ocorrido na última sexta-feira trará R$ 50 bilhões ao estado entre pagamento de outorga e investimentos ao longo de 35 anos. O ágio de 114% prova a confiança dos investidores e o potencial que vislumbram aqui. A Firjan atuou como protagonista na defesa deste processo de concessão da Cedae. E isto muito nos orgulha, pois trata-se de um acontecimento destinado a quitar uma imensa dívida com a população fluminense, em particular com a parcela mais pobre.
Nosso estado enfrenta sérios problemas quando o assunto é saneamento básico, condição fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Mais de um milhão de fluminenses não têm acesso a abastecimento de água e 5,6 milhões vivem sem coleta de esgoto. Mais de 60% do esgoto produzido não são tratados. E a participação privada é fundamental para a superação deste cenário inaceitável em pleno 2021.
Publicidade
A concessão da Cedae ampliará a cobertura de saneamento e trará uma série de benefícios associados. Gera um potencial de impacto total de R$ 37,7 bilhões de efeito multiplicador na Economia, demandando setores como construção civil, metalurgia e indústria de máquinas e equipamentos. E espera-se a criação de quase meio milhão de postos de trabalho ao longo da concessão.
O projeto também prevê, segundo o BNDES, nos primeiros cinco anos da concessão, investimentos de R$ 2,6 bilhões para combater as causas da poluição da Baía da Guanabara. Assim, será possível solucionar um problema histórico que assola o Rio de Janeiro e é discutido desde a Rio 92, a Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente ocorrida na capital fluminense em 1992.
Publicidade
Outro benefício será a economia com custos relacionados à Saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cada real investido em saneamento gera economia de R$ 4, relativos à prevenção de doenças como verminoses, proporcionada pela distribuição de água potável e pela destinação adequada de esgoto. Dessa forma, o projeto fluminense pode gerar R$ 127,8 bilhões em economia de longo prazo na área da Saúde.
A expansão da cobertura de abastecimento de água e esgotamento sanitário proporcionará retornos sociais, econômicos e ambientais ao estado. É um passo fundamental que marcará a história do Rio de Janeiro. O Rio tem jeito!
Publicidade
*É presidente do Sistema Firjan