Yedda Gaspar, presidente da Federação dos Aposentados do RioReginaldo Pimenta
É incrível como entra governo, sai governo, independentemente de sua ideologia política ou sigla partidária, os bancos sempre conseguem o que querem, sendo há anos o setor que mais lucra no nosso país. E eles, os bancos, nunca estão satisfeitos! Parece pouca coisa, mas o aumento, concedido pelo CNPS, do teto dos juros de 1,80% ao mês para 2,14% ao mês, prejudica e muito os aposentados. Ou alguém acha que as instituições financeiras vão cobrar juros abaixo do teto?
Enquanto os “nobres” conselheiros do CNPS rapidamente tomam a decisão, por unanimidade, de atenderem os pedidos dos bancos, os nossos projetos em Brasília continuam a passos de tartaruga. O projeto que cria a chamada margem social, elaborado justamente para que o aposentado consiga se livrar de alguns consignados e ter um pouco mais de folga no salário, parece que está parado. O mesmo ocorre com o que prevê o 14º salário para aposentados e pensionistas que tiveram o benefício antecipado no início do ano.
E o pior é que, com o desemprego que assola o país, muitos aposentados e pensionistas ainda se veem obrigados a ajudarem filhos casados que perderam o emprego. Mas, aí, vêm os conselheiros e dizem que precisamos de educação financeira. É o fim da picada!
Yedda Gaspar é presidente da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Estado do Rio de Janeiro (Faaperj)

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