
O vice-prefeito Baninho e secretários municipais, junto com representantes do Centro de Defesa dos Direitos Humanos e da Concer, se reuniram em Brasília com diretor colegiado da ANTT, Weber Ciloni, e o gerente da Superintendência de Infraestrutura Rodoviária, Evandro Torquato. O encontro contou também com a presença de duas moradoras de comunidades situadas nas margens da rodovia, que puderam contar um pouco das próprias histórias. Algumas das famílias vivem em comunidades da BR-040 há mais de 30 anos, antes mesmo da atual concessão da rodovia. O deputado Vinicius Farah, que tem contribuído para articular a solução para essas casas junto ao governo federal, e o vereador Silmar Fortes, também participaram da reunião.
“Desde o início nós temos trabalhado em várias frentes para garantir o direito das famílias que vivem nessas comunidades há mais de três décadas. Esse é mais um ponto a favor das famílias nessa luta”, destaca o prefeito Bernardo Rossi.
A expectativa é que a ANTT envie um documento para o município confirmando o apoio ao pedido para que as ações demolitórias sejam suspensas até a conclusão dos estudos sobre a faixa de domínio. Com esse documento, o Ministério Público Federal poderá ingressar na justiça requerendo a suspensão.
No ano passado, o município apresentou um documento emitido pelo Ministério da Infraestrutura que indica à prefeitura a viabilidade da redução da faixa de domínio em pelo menos seis comunidades. Com esse documento, a prefeitura demonstrou o andamento dos estudos para realizar diminuição da faixa e, por isso, entende que as demolições não devem ocorrer, já que a medida possibilita a regularização fundiária dessas moradias.
Desde 2017, a prefeitura articula com o Ministério da Infraestrutura, com o Dnit, com a ANTT e com a Procuradoria Geral da República que a faixa de domínio da BR-040 seja diminuída para permitir a regularização fundiária das famílias que vivem em comunidades consolidadas nas margens ao longo da rodovia. O entendimento da prefeitura, do MPF e do CDDH é que a redução da faixa de domínio da rodovia não aumenta o risco à segurança de moradores e motoristas e que também não há projetos de obras que justifiquem a manutenção do afastamento maior em relação à pista.