
Há muito tempo, Petrópolis acolhe figuras ilustres como Tom em suas casas de veraneio, sítios, pousadas, hotéis. Alguns, famosos ou não, timidamente já vinham nos últimos anos transferindo suas vidas para a cidade, em busca de tranquilidade, qualidade de vida e segurança.
Bernardo Eloy - diretor de uma empresa que atua no ramo de empreendimentos imobiliários, sediada em Itaipava - afirma que a procura aumentou muito desde o início da pandemia. “Pessoas que vivem nos grandes centros e tiveram que ficar confinadas dentro de apartamentos, viram a possibilidade de viver em casas com gramados ou em condomínios com amplas áreas”, explicou.
“Eu vinha a Itaipava para veraneio, já gostava muito da região. O que me fez sair do Rio e vir morar aqui foi essa pandemia, que fez todo mundo repensar muita coisa. Tenho colégio para meus filhos dentro do condomínio, estou trabalhando de home office, tenho uma segurança a mais em comparação ao Rio de Janeiro”, contou Fernando.
Um outro fator que impulsiona a transferência de residência para a região é a financeira: é mais barato viver em Petrópolis do que na Zona Sul da cidade do Rio de janeiro, por exemplo. Ou mantendo os mesmos gastos com moradia, é possível viver em uma casa ou apartamento mais amplo com o mesmo custo.
“Eu consegui reduzir em um terço os meus custos, gasto menos com combustível, com deslocamento e, além disso, o tamanho da casa é maior por um preço mais acessível”, resumiu Fernando.
Por conta disso, os negócios somente na região de Itaipava no trimestre abril-maio-junho, em comparação com o mesmo período do ano passado, aumentaram em cerca de 50%, disse o empresário.
Em resumo, vir viver na serra é uma tendência que parece consolidada e que atrai cada vez mais moradores da capital, se tornando para muitas famílias uma outra realidade, só que sem “pau, nem pedra”, apenas o começo de um novo “caminho”.

