Wagner e Valter foram presos na Operação Ilha Fiscal, no início de dezembro. Na ocasião, foram cumpridos nove mandados de prisão e 16 de busca e apreensão de bens, inclusive vários carros de luxo, entre eles uma Ferrari. De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público (MP), os irmãos lideravam uma quadrilha que reunia outras 35 pessoas.
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Eles, segundo as investigações, desviavam recursos para proveito próprio e de "laranjas" recebidos do Município em razão de contrato firmado para gestão do Hospital Municipal Pedro II, do Centro de Emergência Regional Santa Cruz e do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari. A OS contratava fornecedores “marcados” e pagava mais caro pelos serviços. Os fornecedores devolviam os valores para a organização, que lucrava com a diferença. Em alguns casos, as empresas contratadas sequer prestavam os serviços. Estima-se que, a cada R$ 3 milhões recebidos, cerca R$ 1 milhão era desviado.
Valter Pelegrine também foi indiciado por falsidade ideológica pela Draco/IE por emitir uma documentação falsa.




