Polícia indicia sete em caso de estupro coletivo no Rio

'É um crime que chocou o Brasil', afirmou a delegada Cristina Bento

Por karilayn.areias

Rio - A Polícia Civil concluiu, nesta sexta-feira, o inquérito do caso da jovem de 16 anos que foi vítima de estupro coletivo no Morro do Barão, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio, no fim de maio. De acordo com a delegada Cristiana Bento, sete pessoas serão indiciadas pelo crime. "Hoje eu estou trazendo a conclusão do inquérito. É um crime que chocou o Brasil e vai fazer história no país, até pela forma hedionda que ele foi praticado", disse a delegada.

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Jovem foi vítima de estupro coletivo na Praça SecaReprodução TV Globo

Os responsáveis pelo crime, segundo a polícia, são: Raí de Souza, que gravou e transmitiu o vídeo; Raphael Duarte Belo, que fez uma selfie e transmitiu o vídeo; um menor conhecido como Perninha, que responderá por ato infracional análogo aos crimes em inquétiro encaminhado para Vara da Infância e da Juventude;  Moisés Camilo de Lucena, conhecido como Canário, e um dos traficantes do Morro da Barão e Sergio Luiz da Silva, o Da russa, chefe do tráfico no Morro da Barão, indiciados por estupro; Michel Brasil da Silva e Marcelo Miranda, indiciados por divulgação das imagens. Não ficou comprovado a participação do jogador de futebol Lucas Perdomo Duarte, que chegou a ficar preso, no crime.  

O celular de Raí, que já está preso, foi fundamental para resolução do caso. Segundo a delegada, foi através da perícia no aparelho que o caso foi desvendado. Ainda de acordo com Bento, a pena de estupro de vulnerável é de 15 anos, a produção do material é de oito anos e a transmissão é de seis anos.

Com a finalização do inquérito, o caso será encaminhado para o Ministério Público e para a Delegacia de Combate as Drogas (DCOD), que vai estudar a atuação do tráfico de drogas naquela região.  

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Relembre o caso

Na fim do mês de maio, um vídeo que mostrava uma jovem de 16 anos desacordada aparentemente após ser vítima de estupro foi publicado no Twitter e chocou os internautas. Devido a repercussão das imagens, que geraram comoção nas redes sociais e campanhas repudiando a violência contra a mulher, o caso passou a ser investigado pela polícia. 


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