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Clarissa Garotinho confirma municipalização dos restaurantes populares

Bandejões foram fechados por falta de verba do estado e precisam de formalização do convênio para passar para as mãos da prefeitura

Por marlos.mendes

Rio - A nova secretária municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação, Clarissa Garotinho, se reuniu na manhã desta quarta-feira com o secretário estadual de Assistência Social, João Marcos Borges Mattos, e com o presidente da Comissão de Orçamento da Alerj, Pedro Fernandes, e confirmou a municipalização dos restaurantes populares. Hoje nas mãos do estado, os bandejões estão fechados por conta da crise do governo. A reabertura depende de formalização jurídica, o que, segundo a secretária, pode demorar.

Fechado por falta de verba do estado, restaurante popular da Central distribuiu mais de 1,5 mil refeições como ceia de NatalFoto%3A Estefan Radovicz / Agência O Dia

Na reunião, foi confirmado o interesse do governador Luiz Fernando Pezão em transferir para o município o controle das oito unidades: Centro, Bangu, Bonsucesso, Irajá, Campo Grande, Jacarepaguá, Madureira e Méier. "Foi apresentado um modelo de convênio. Agora, temos que terminar o trâmite jurídico", explicou Clarissa.

"Temos que sentar com a Procuradoria Geral do Município. Acredito que ainda demore um pouco. Como é início de governo, o orçamento ainda está fechado", disse a secretária, que é filha do criador dos restaurantes populares, o ex-governador Anthony Garotinho. "Fico feliz por ser a responsável por levar adiante esse projeto".

Em decreto publicado no primeiro dia de mandato, o prefeito Marcelo Crivella determinou um prazo de 60 dias para a pasta de Clarissa apresentar um estudo de gestão referente aos bandejões. Na manhã desta quarta-feira, o prefeito voltou a comentar a ideia e criticou a suposta negligência da gestão municipal anterior.

"O Rio de Janeiro teve obras enormes, de grande relevo, de bilhões de reais. Tomou como prioridade a agenda dos governantes. Deixou para trás um passivo que todos nós sabemos. Basta ir às comunidades", apontou o prefeito, que esteve na Rocinha. "Enquanto não tiver emprego com qualidade de salário para todos, precisamos ter ações emergenciais contra a fome e contra a doença. Restaurante popular é uma dessas iniciativas e nós vamos apoiar."

O custo total dos equipamentos é R$ 29 milhões por ano. A prefeitura também assumirá o café da manhã popular servido em quatro estações de trem em Bangu, Campo Grande, Santa Cruz e Bonsucesso.

Reportagem do estagiário Caio Sartori

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