Por gabriela.mattos

Rio - Uma perseguição policial assustou quem passava pela Avenida Radial Oeste, no Maracanã, por volta das 7h desta quarta-feira. Houve troca de tiros no local e os PMs conseguiram prender dois suspeitos. Um terceiro bandido teria sido baleado, mas fugiu para o Morro da Mangueira. Uma equipe do SBT flagrou e transmitiu a perseguição, ao vivo, no SBT Manhã, na manhã desta quarta-feira.

De acordo com a polícia, no meio do caminho, um dos suspeitos desceu para assaltar um motociclista e depois tentou fugir ao lado do veículo. No entanto, os bandidos foram flagrados pelos policiais e houve perseguição e troca de tiros. Um disparo atingiu o pneu e o grupo perdeu a direção e subiu em um canteiro.

Daniel Tambellini, que teve a moto roubada, contou que um dos assaltantes apontou a arma para ele e sentou na garupa. "Pediu para que eu fugisse com ele, mas eu disse que estava nervoso e levar a moto. Ele chegou a perguntar se moto tinha segredo, eu disse que não, mas eu sabia que ela ia parar", contou o gerente de projetos, que estava indo para o trabalho. A moto foi recuperada na esquina entre a Avenida Maracanã e a Rua São Francisco Xavier.

"Daqui a pouco a gente vai ter que andar com colete à prova de bala. Passo aqui às 7 horas todo dia e a gente não vê policiamento. Aqui não está muito diferente da Síria. Estamos com medo e voltando aos velhos tempos. Virou faroeste", disse a empresária Ana Lúcia Martins, 50 anos

PMs e bandidos trocaram tiros na Radial OesteReprodução TV Globo

Amiga de Ana Lúcia, a dona de casa Lídia Rodrigues Bretas, de 68 anos, não sai mais de casa à noite."A grande Tijuca está precisando de uma atenção especial. À noite sair aqui na região está fora de cogitação. Estamos muito apreensivos com a escalada da violência. Caminhamos aqui (Maracanã) há mais de dez anos. Antigamente era pivete de bicicleta assaltando. Hoje, aqui estão assaltando à mão armada e matando as pessoas", lamentou Lídia.

O aposentado Evelton Serpahin, de 62, culpou o governo do estado pela falta de segurança. "Aqui minha mulher e minha filha já foram assaltadas inúmeras vezes. Estamos desprotegidos. O governador (Luiz Fernando Pezão) perdeu a mão. Ele não tem como dar uma segurança para o estado. Foi uma má administração do Pezão. É preciso rever isso imediatamente. É preciso investigar quem compra (o material roubado). Esse é a pior pessoa porque está comprando algo que custou a vida de alguém e está alimentando a violência", reclamou ele.

PM é morto em frente à Uerj

No dia 17 de março, o PM Renato César Jorge Cardoso, de 47 anos, foi morto durante uma tentativa de assalto em frente à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que fica perto de onde ocorreu a perseguição desta quarta. 

De acordo com a polícia, o policial foi abordado por pelo menos quatro homens armados em motos, que depois perceberam que ele era PM. Houve um troca de tiros no local e a vítima foi baleada.

Segundo a polícia, os bandidos conseguiram fugir em direção à Tijuca e tentaram assaltar outras pessoas no caminho. O servidor era adido no tribunal desde 2004. Atualmente, ele se encontrava lotado no gabinete do desembargador Theócrito Borges dos Santos Filho, exercendo atividades de segurança.

Com reportagem do estagiário Rafael Nascimento

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