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Delegado diz que houve confronto entre traficantes e Exército em São Gonçalo

Sete pessoas foram mortas e seis ficaram feridas em um baile funk no Complexo do Salgueiro, onde ocorria uma operação da Core com militares

Por gabriela.mattos

Rio - O delegado da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) Marcus Amin afirmou que os policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) não atiraram na ocasião em que sete pessoas foram mortas e seis ficaram feridas em um baile funk, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Segundo Amin, houve confronto com o Exército. 

Na ocasião, a Polícia Civil fez uma operação em conjunto com os militares na favela. Amin é o responsável pela investigação desses homicídios. "Os policiais da Core não efetuaram disparos. Eles disseram que estavam no local fazendo levantamento para operações futuras. Houve confronto com o Exército", explicou o delegado.

Manifestantes protestaram contra a morte de jovens em São GonçaloDivulgação

Amin afirmou ainda que as investigações estão comprometidas porque o Exército agiu em missão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), quando a Polícia Civil não pode investigar crimes até mesmo contra a vida cometidos por homens das Forças Armadas. A lei é nova e foi sancionada pelo presidente da república, Michel Temer, mês passado.

O porta-voz do Comando Militar do Leste, coronel Roberto Itamar, disse que o Exército não teve envolvimento com a morte das sete pessoas. O coronel informou que os sete já estavam mortos quando a Polícia Civil e o Exército entraram na comunidade.

O coronel Itamar afirmou que, quando as forças de segurança entraram na comunidade, já estava havendo um confronto. “E, ao lá chegarem, encontraram vários mortos ao longo da estrada, em uma extensão de mais ou menos 1 quilômetro. Esses mortos foram identificados pela Polícia Civil, e foi feita a segurança, já que se trata de uma área de mata, por integrantes do Exército Brasileiro. Não houve confronto entre as forças de segurança e das Forças Armadas com integrantes de facções criminosas. E não há o que investigar em relação a qualquer disparo realizado por militares do Exército nessa oportunidade”, relatu o porta-voz.

De acordo com Itamar, nenhum inquérito policial-militar foi aberto porque não há motivo para isso. “Não há investigação, porque não há razão para isso, uma vez que as armas não realizaram disparos naquela oportunidade”, disse o coronel.

Com informações da Agência Brasil

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