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Criminosos ostentam fuzis em baile no Fallet

Polícia identificou já 18 suspeitos na comunidade e vai analisar vídeo recebido pelo DIA

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Imagens mostram fuzis de pelo menos cinco calibres na festa
Imagens mostram fuzis de pelo menos cinco calibres na festa -

Rio - De fuzis em punho, traficantes curtiram o baile funk no Morro do Fallet, em Santa Teresa, no sábado. No território dos criminosos não houve espaço para temer a intervenção federal, com direito ao uso das Forças Armadas para combater o crime. A ousadia dos bandidos marcou a batida de cada música do Rapper Filipe Ret. A 7ª DP (Santa Teresa) apura o caso. Em uma das investigações, pelo menos 18 suspeitos já foram identificados pela polícia.

O vídeo foi recebido pelo WhatsApp do DIA (98762-8248) por volta de 12h e enviado às autoridades. A pedido do DIA, o especialista em armas Vinicius Cavalcante analisou as imagens de 1 minuto e 21 segundos. Ele identificou cinco fuzis: AK-47, M-16, AR-15, AR-10 e Fal. "É um armamento com grande poder de fogo. Nas mãos de pessoas despreparadas e, principalmente, em ambiente de grande fluxo de pessoas, é um risco a todos, inclusive a quem as porta", afirmou Cavalcante.

A região conta com uma UPP, o que não impediu desfile da quadrilha. Em nota, o comando informou que "este tipo de material audiovisual é objeto para investigação da Polícia Civil" e que "está à disposição para colaborar com eventuais procedimentos e informações estratégicas e de Inteligência".

Polícia enxuga gelo

O rapper Filipe Ret declarou que faz shows em todas as áreas. "O fato de o estado não conseguir controlar, não pode me impedir de levar minha arte para o povo de bem", afirmou. O músico ainda criticou a falta de atenção do governo nas comunidades.

"O Rio chegou a este estado de guerra e de pobreza educacional porque nossos representantes não conseguem dialogar e respeitar o povo dessas comunidades carentes de tudo", avaliou. E foi ainda mais duro: "E o estado? Pelo visto, só estão (sic) colocando a polícia para enxugar gelo. Vocês precisam lembrar que a nossa polícia também é povo, também é ser humano. Essa guerra é orquestrada por gente que não é do povo", opinou Filipe.

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