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Justiça mantém prisão preventiva de acusado de matar ex que estava grávida

O dentista Thiago Medeiros é o principal suspeito da morte de Nathalie Rios Motta Salles

Por O Dia

Nathalie Rios estava grávida
Nathalie Rios estava grávida -

Rio - A Justiça decidiu manter a prisão preventiva do dentista Thiago Medeiros, acusado de matar a ex-namorada Nathalie Rios Motta Salles, que estava grávida de três meses, em junho de 2017. A audiência aconteceu nesta sexta-feira no III Tribunal do Júri do Fórum da Capital. O juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira também decidiu que vai marcar uma nova data para ouvir uma testemunha, que é um um policial civil.  

O corpo de Nathalie, de 32 anos, foi encontrado carbonizado dentro de uma pilha de pneus em Vassouras, no Centro-Sul Fluminense, cidade de origem de Medeiros. O dentista foi preso dias após o corpo da farmacêutica ser encontrado. Um brinco e parte do tecido de uma blusa foram reconhecidos por familiares como sendo pertencentes a Nathalie. Segundo a denúncia do Ministério Público (MPRJ), no dia do crime, Thiago telefonou para a então ex-namorada marcando um encontro e a levou para local desconhecido e a matou, possivelmente no interior de seu carro. O MP suspeita que o acusado dopou a vítima.

Posteriormente, Thiago teria utilizado pneus mantidos na fazenda de seu pai, em Vassouras, para carbonizar os corpos. No local, foram encontrados fragmentos ósseos, restos de roupas e acessórios, como os brincos da vítima.

Thiago confirma que esteve com a empresária no dia do desaparecimento, mas negou na época da prisão a autoria do crime. Na versão do acusado, ele teria dado uma carona para Nathalie até o Aterro do Flamengo, deixando-a próximo do apartamento dela, na rua Marquês de Abrantes. Depois, seguiu para Vassouras, onde tem consultório. No entanto, câmeras mostram somente o momento em que ela entra no carro.

O dentista e a vítima se conheceram em 2008 e mantinham um relacionamento amoroso, mesmo após ele ter assumido o noivado com uma médica da Aeronáutica, em 2016. Para o Ministério Público, o suspeito não queria ser pai, o que motivou o crime.

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