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Carro onde Marielle e seu motorista estavam passa por nova perícia

Vereadora do Psol e Anderson Gomes foram executados a tiros no Estácio, em 14 de março

Por O Dia

O veículo onde estavam Marielle e Anderson no dia do crime sendo levado ao ICCE, no Centro
O veículo onde estavam Marielle e Anderson no dia do crime sendo levado ao ICCE, no Centro -

Rio - Será submetido a uma nova perícia o carro onde estavam a vereadora Marielle Franco (Psol) e o motorista dela, Anderson Gomes, quando foram mortos, no dia 14 de março, no Estácio, região central do Rio. O veículo, conforme mostrou a Rede Globo, foi levado da Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli, no Centro, nesta terça-feira.

De acordo com a reportagem, o Agile branco será todo desmontado. Uma primeira perícia foi feita no carro no local do crime. Eles foram executados com tiros à queima-roupa. A principal linha de investigação aponta para uma ação planejada e executada por milicianos, conforme disse Raul Jungmann, ministro da Segurança Pública.

A vereadora foi atingida por quatro tiros, e Anderson, por três. Todos disparados pelo lado direito do carro. Havia nove cápsulas no local do crime. Os assassinos nada levaram das vítimas. Câmeras de segurança da cidade registraram que os bandidos seguiram os passos de Marielle desde a Lapa, onde ela esteve horas antes participando de evento na Rua dos Inválidos.

No sábado, o secretário de Segurança Pública do Estado, general Richard Nunes, anunciou que será realizada a reconstituição do crime. De acordo com o oficial, a reprodução simulada ocorrerá no início de maio.

"Depende de um acerto técnico. É complexo fazer uma constituição como essa, inclusive com disparos reais naquela área, isso demanda uma série de preparações e também de condições meteorológicas do local porque depende disso", explicou o secretário, na ocasião.

"Nós não podemos fazer uma reprodução em um dia com condições distintas daquela. Essa reprodução vai ajudar muito a nós compreendermos de uma maneira completa a dinâmica daquele crime e também compatibilizarmos as diferentes versões das testemunhas para que tenhamos uma visão mais completa do fato. Isso vai ajudar em muito a investigação", destacou o militar durante o desfile cívico em homenagem a Tiradentes, patrono da Polícia Militar, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na manhã deste sábado.

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