Vereador Tarcísio Motta (Psol) - Renan Olaz / Câmara dos Vereadores do Rio
Vereador Tarcísio Motta (Psol)Renan Olaz / Câmara dos Vereadores do Rio
Por Agência Brasil

Rio - O Psol solicitou, nesta quarta-feira, uma reunião com o chefe da Polícia Civil, o delegado Rivaldo Barbosa, para obter informações sobre as investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. O pedido ocorre após o conteúdo das declarações de uma testemunha ter sido revelado. São três depoimentos que implicam o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-policial militar Orlando Oliveira Araújo, que atualmente está preso sob acusação de liderar milícia na cidade.

A expectativa do Psol é que o encontro com o delegado Rivaldo Barbosa ocorra no início da próxima semana, entre segunda e terça-feira, informou o vereador da legenda, Tarcísio Motta.

"Vamos saber o que ele pode nos revelar sobre como anda o inquérito. Por enquanto, aguardamos que as investigações possam corroborar ou não esse depoimento vazado para a imprensa. No nosso entendimento, não nos cabe fazer qualquer juízo de valor antes que a polícia prossiga com o inquérito e determine se as alegações dessa testemunha têm valor para o caso".

O vereador acredita que o vazamento do inquérito possa prejudicar de alguma forma as investigações.

"Embora pressione para que elas avancem. De qualquer forma, a polícia precisa juntar provas materiais que corroborem com o depoente, ou não", avalia.

Chefe da Polícia, Rivaldo Barbosa - Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

Reunião na Câmara

A bancada de vereadores do partido se reuniu, também nesta quarta, com o presidente da Câmara Municipal do Rio, Jorge Felippe (MDB).

"Foi uma conversa informal. Como hoje a sessão caiu por falta de quórum, nós aproveitamos para conversar sobre as últimas notícias veiculadas na imprensa e as impressões de cada um. Não se tratou de numa reunião formal que visasse algum tipo de encaminhamento ou de medida institucional", explicou Tarcísio.

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