Perícia feita em corpos encontrados em encosta não aponta indícios de execução

O laudo com o detalhamento das lesões será definitivo para a conclusão das investigações. O documento deve ficar pronto até o fim desta semana

Por O Dia

Movimentação policial na Praia Vermelha após intensa troca de tiros entre policiais militares contra traficantes escondidos na mata do Morro da Babilônia, na Zonal Sul do Rio de Janeiro. Foto: Daniel Castelo Branco / Agência O Dia
Movimentação policial na Praia Vermelha após intensa troca de tiros entre policiais militares contra traficantes escondidos na mata do Morro da Babilônia, na Zonal Sul do Rio de Janeiro. Foto: Daniel Castelo Branco / Agência O Dia -

Rio - A perícia feita nos sete corpos encontrados numa encosta entre o Leme e a Urca revelou que não há características de execução nos traficantes. O exame foi feito no domingo. Segundo a Polícia Civil, as lesões apresentam angulações e características indicando que os disparos foram feitos de distâncias e trajetórias diferentes. O laudo de necropsia, com o detalhamento das lesões, será definitivo para a conclusão das investigações. O documento deve ficar pronto até o fim desta semana.

Os corpos foram identificados como Ângelo Martins dos Santos Nogueira Junior, 24 anos, Daniel Duarte, 27, Diogo Meireles, 25, Ericson Leandro da Silva, 31,  Ernani de Souza Francisco, 25, Franklin Miranda, 29, e Natã Souza Santos, 27 anos. Todos eles são do Complexo da Maré, na Zona Norte.

Eles foram localizados pelos próprios parentes, que começaram a realizar as buscas por volta das 6h30 do sábado, caminhando cerca de duas horas do Morro Chapéu-Mangueira até a Praia Vermelha. Em seguida, avisaram aos policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade e ao Corpo de Bombeiros.

Os parentes contaram que souberam das execuções por um dos bandidos, que teria escapado do cerco dos policiais na sexta-feira.

 

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