Polícia busca assassinos de sargento da PM em Caxias

Mais de 250 agentes participam da ação, que visa a cumprir 45 mandados de prisão

Por O Dia

Maria José não resistiu ao ver o corpo do filho, o sargento Douglas. Ela teve um infarto fulminante
Maria José não resistiu ao ver o corpo do filho, o sargento Douglas. Ela teve um infarto fulminante -

Rio - Agentes da Polícia Civil realizam uma operação, na manhã desta segunda-feira, em busca dos assassinos do sargento da PM Douglas Fontes Caluete, de 35 anos, morto na madrugada do último dia 7. A ação, que mobiliza 250 policiais, acontece na Favela do Lixão e no Complexo da Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

De acordo com o delegado titular da 59ª DP (Duque de Caxias), Flávio Rodrigues, o objetivo da operação é cumprir 45 mandados de prisão. Os agentes também buscam os envolvidos na morte do menino Arthur Cosme de Melo, atingido por uma bala perdida quando ainda estava no ventre da mãe, em julho do ano passado.

Mãe do PM também morreu 

Após o policial militar ser assassinado por bandidos que o reconheceram em uma tentativa de assalto em Gramacho, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a mãe do PM foi até o local para reconhecer o corpo. O choque de ver o filho fez Maria José Fontes, de 56 anos, infartar. Ela chegou a ser socorrida à UPA de Sarapuí, mas não resistiu e morreu.

O sargento Douglas Fontes Caluete, 35 anos, que era lotado do 15º BPM (Duque de Caxias), foi surpreendido por ao menos cinco criminosos armados quando passava pela Avenida Rio Branco, em Gramacho. Na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), a namorada do militar contou aos agentes que os criminosos pararam o casal na via. Após uma revista, os bandidos perceberam que ele era PM e ordenaram para que ele se deitasse no chão,em seguida descarregaram as armas. O corpo do militar foi atingido por pelo menos 10 disparos de grosso calibre.

Ação busca assassinos de bebê Arthur

A ação da Polícia Civil também busca os assassinos do bebê Arthur, que foi baleado dentro da barriga da mãe na Favela do Lixão, durante um tiroteio na comunidade. Ele ficou internado durante um mês no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes. O menino teve complicações de uma hemorragia digestiva e faleceu no dia 30 de julho. 

A mãe de Arthur, Claudinéia dos Santos Melo, que estava grávida de nove meses, levou um tiro, no dia 30 de junho, quando ia ao mercado no Centro de Caxias, e teve que ser submetida a uma cesariana de emergência. O tiro atingiu a região pélvica de Claudinéia e atravessou o tórax do bebê, ferindo também uma das orelhas. Ela recebeu alta no dia 6 de julho.

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