Cinco meses sem Marielle: família e Anistia Internacional cobram respostas sobre assassinato da vereadora

'As autoridades e instituições do sistema de justiça criminal devem garantir que as investigações sobre o assassinato de Marielle Franco não sejam colocadas de lado durante o período de campanha eleitoral', afirmou diretora da Anistia

Por O Dia

Monica Benício, esposa de Marielle Franco
Monica Benício, esposa de Marielle Franco -

Rio - No dia em que o assassinato de Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes completa cinco meses, a família da vereadora e a Anistia Internacional protocolaram um documento junto à Secretaria de Segurança cobrando uma resposta sobre o crime e reiterando a urgência do estabelecimento de um mecanismo externo e independente de monitoramento das investigações.

Antonio Francisco da Silva Neto, Marinete da Silva e Monica Benício — pai, mãe e viúva da defensora de direitos humanos e vereadora — estiveram na secretaria ao lado de Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil.

“As autoridades e instituições do sistema de justiça criminal devem garantir que as investigações sobre o assassinato de Marielle Franco não sejam colocadas de lado durante o período de campanha eleitoral. Marielle era defensora de direitos humanos e vereadora na segunda maior cidade do país. Sua execução na vigência de seu mandato parlamentar significa não só um ataque aos direitos humanos, mas também um ataque às instituições democráticas. Seu assassinato não pode ficar sem uma resposta adequada”, afirmou Jurema. 

A viúva de Marielle, a arquiteta Mônica Benício, e a diretora executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck, na entrega do documento - Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia

Nas redes sociais, Monica Benício falou sobre a dor dos cinco meses sem a esposa. "A dor é de quem tem. A saudade de mandar e receber mensagens a cada 10 minutos é diária. Toda dor é legítima, mas eu é que sei não te ter todas as manhãs e noites diariamente. Eu é que sei o que é não mais me despedir de você todos os dias dizendo 'eu te amo'. 'Te amo' foi a última coisa que você me disse antes da porta do elevador se fechar na nossa despedida no dia 14 de março", escreveu.

Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes foram assassinados no dia 14 de março deste ano no bairro do Estácio, na Zona Norte do Rio. A vereadora do Complexo da Maré foi a quinta mais votada do Rio nas eleições de 2016.

 

 

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Monica Benício, esposa de Marielle Franco Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia
Antonio Francisco da Silva, pai de Marielle Franco Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia
Os pais de Marielle Franco Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia
Marinete Silva, mãe de Marielle Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia
Marinete Silva, mãe de Marielle Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia
A viúva de Marielle, a arquiteta Mônica Benício, e a diretora executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck, na entrega do documento Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia
Anistia e familiares de Marielle entregaram documento na Secretaria de Segurança Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia
Documento protocolado por familiares de Marielle e pela Anistia Internacional Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia

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