Sondagem popular classifica poluição do ar no Sul Fluminense como agressiva

Pesquisa foi feita pelo Movimento Ética na Política de Volta Redonda para orientar políticos

Por FRANCISCO EDSON ALVES

Integrantes do MEP-VR foram às ruas de quatro cidades para ouvir a opinião dos moradores sobre a realidade em que vivem
Integrantes do MEP-VR foram às ruas de quatro cidades para ouvir a opinião dos moradores sobre a realidade em que vivem -

Rio - Moradores de Volta Redonda e de três cidades vizinhas – Barra Mansa, Barra do Piraí e Pinheiral - consideram a poluição do ar na região como agressiva, e atribuem o problema principalmente às indústrias, acima das frotas de carros e caminhões. O diagnóstico faz parte da Sondagem Popular do Movimento Ética na Política de Volta Redonda (MEP-VR), realizada pela entidade, entre os dias 3 e 7 deste mês, durante a chamada Semana da Cidadania, e divulgada nesta terça-feira.

Ao todo, 600 moradores de 34 bairros foram ouvidos sobre questões socioambientais e gargalos sociais que afligem a população, principalmente nas áreas de saúde, emprego, segurança pública e educação. Os resultados foram registrados na 131ª Zona Eleitoral (Volta Redonda); no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), e encaminhado à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-VR).

"Nossa intenção é contribuir, sobretudo, com subsídios para que os postulantes a cargos políticos nas próximas eleições possam pensar em soluções para diferentes demandas que ainda atormentam os moradores no cotidiano", afirmou o professor Érique Barcellos, voluntário e conselheiro do MEP. "Mais uma vez o MEP dá sua contribuição cidadã para incentivar debates de temas importantes junto às comunidades, políticos e autoridades em geral", completou José Maria da Silva, o Zezinho, coordenador do MEP.

Além da poluição ambiental, os participantes indicaram que os candidatos devem priorizar, para o Sul Fluminense, temas relacionados à educação, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, saúde, segurança pública, trabalho e emprego, habitação, combate à corrupção, ênfase aos direitos humanos, e atenção à mobilidade urbana. Dos moradores ouvidos, a maioria tem entre 31 e 70 anos de idade, sendo 53 do sexo feminino e 47, masculino.

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