











Publicidade
Agora você pode ler esta notícia off-line
Rio - Entre músicas religiosas e bênçãos, os devotos ouviram miados, piados e latidos dos animais presentes na missa especial do Dia dos Animais e de seu padroeiro, São Francisco de Assis, na Basílica de São Sebastião dos Capuchinhos, na Tijuca, Zona Norte do Rio, na manhã desta quinta-feira.
Religiosos levaram cachorros, gatos, passarinhos e até jabutis. Além de fotos de animais, para serem abençoadas pelos frades da paróquia. E teve devoto que saiu até da Baixada Fluminense especialmente para a missa.
A aposentada Maria Eulália Rodrigues, de 60 anos, conta que sempre leva o jabuti Sena para receber a bênção. Segundo ela, a tradição começou depois que as duas filhas ficaram com bronquite e o bichinho foi adotado para ser uma simpatia.
“Há 32 anos tenho o jabuti. Fiz uma promessa de trazer ele aqui todo ano, se elas fossem curadas. Deu certo”, lembra a aposentada. “O dia 4 de outubro é importante. Precisamos valorizar os animais e nada melhor do que vir em um local que tem um padroeiro como protetor deles”, completou.
Vizinha da paróquia, a professora aposentada Cristina Angélica Mesquita, 66, foi uma das primeiras a ser abençoada junto com Touluzi, seu cachorrinho da raça Poodle, de 8 anos.
“Há sete anos quando o meu filho casou eu adorei ele. Ao longo dos anos ele se tornou o meu companheiro. Sou tão devora que na coleira dele coloquei uma medalhinha de São Francisco de Assis”, conta a aposentada emocionada.
De acordo com a paróquia, mais de 500 pessoas e 1 mil animais passaram por lá no Dia de São Francisco no ano passado. A expectativa é que o número seja superado este ano. A paróquia, que fica na rua Haddock Lobo, 266, recebe os animais até a última missa, que acontece às 18h.
Às 16h, os freis da igreja farão uma missa solene na Praça Afonso Pena para abençoar quem estiver passando. Frei Almir da Silva, 45, é um dos frades responsáveis pelo ato. “Ao abençoar o animal, a gente mostra que aquela criatura também vem de Deus e tem que ser respeitada".
O frade diz que a data deve ser um dia para “refletirmos sobre as posturas não apenas com os bichos, mas com o ser humano”.