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PF impede plano de resgate de traficante brasileiro no Paraguai e cinco pessoas são presas

Marcelo Piloto já foi considerado um dos traficantes mais procurados do Brasil. Ele foi preso em dezembro de 2017 no país vizinho

Por O Dia

PF, em cooperação com o Paraguai, impede plano de resgate de traficante
PF, em cooperação com o Paraguai, impede plano de resgate de traficante -

Rio - A Polícia Federal (PF) prendeu cinco pessoas, no fim da noite desta quinta-feira, que planejavam libertar o traficante Marcelo Piloto, que está preso no Paraguai desde o fim do ano passado. O homem é chefe de uma facção criminosa com larga atuação no fornecimento de drogas para o Brasil. A ação da PF aconteceu em conjunto com a Secretaria Nacional Antidrogas paraguaia. 

De acordo com a PF, o grupo estava em três casas em Assunção, na capital paraguaia, de onde pretendiam partir para o resgate do criminoso, durante o próximo final de semana. Nos imóveis alugados pela quadrilha foi aprendida grande quantidade de armas e munições.

Na ação foram presos: Alan Neves da Conceição; Juarez Italo Paiva Neto; Marisa de Souza Penna; Thiago Lucas Gonçalves; Wanderson Ferreira de Paula Silva.

Segundo os agentes, o processamento de dados de inteligência, obtidos através dos instrumentos de cooperação internacional entre os dois países, viabilizou a identificação e a localização do grupo. 

Em outro caso, a polícia do Paraguai encontrou na terça-feira um túnel que serviria para resgatar líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) durante as festividades de final de ano daquele país.

Marcelo Piloto foi preso no Paraguai em dezembro de 2017 - Divulgação

Marcelo Piloto

Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, foi preso no Paraguai em dezembro de 2017. Ele foi encontrado em uma operação da Secretaria de Estado de Segurança do Rio (Seseg), em conjunto com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), a Polícia Federal brasileira, a Polícia Nacional do Paraguai e a Agência Antidrogas Americana (DEA).

Piloto era homem de confiança de Fernandinho Beira-Mar (preso em penitenciária federal há 11 anos), tendo recebido todos os contatos de fornecedores de armas de Marcelinho Niterói, morto por agentes da Polícia Federal na Maré, em 2011.

Na ficha criminal do traficante, há também participações em ações violentas, como arrastões e ataques a Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), além de resgate de preso.

Segundo o Portal dos Procurados, Piloto, também conhecido como Celo, foi preso pela primeira vez em 1998. Em 2007, seis dias após ganhar da Justiça o benefício do regime semiaberto, ele fugiu do Instituto Penal Edgard Costa, em Niterói, na Região Metropolitana. Contra ele, havia ao menos 20 mandados de prisão. 

Piloto faz parte do grupo de dez traficantes, acusados de participar do resgate de Diogo de Souza Feitoza, o DG, de 29 anos, da 25ª DP (Engenho Novo), no dia 3 de julho de 2012. A principal área de atuação dele era em Inhaúma, Ramos, Penha, Bonsucesso, Pilares e Benfica. O traficante costumava ainda promover bailes funk nas comunidades, impulsionados pela venda de drogas, e circular com carros roubados. Em julho de 2010, Piloto teria participado de arrastões na Avenida Pastor Martin Luther King e na Linha Amarela.

 

 

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PF, em cooperação com o Paraguai, impede plano de resgate de traficante Divulgação / Polícia Federal
O traficante Marcelo Piloto foi expulso do Paraguai e transferido para a penitenciária federal de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná ARQUIVO