Rio registra menos mortes violentas em setembro, afirma ISP

No mês passado, 504 pessoas no estado foram vítimas de homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte ou mortes decorrentes de intervenção policial

Por FRANCISCO EDSON ALVES

Foto ilustrativa
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Rio - Números divulgados ontem pelo Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ), órgão da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Seseg), relativos ao mês de setembro, indicaram quedas nos principais índices de criminalidade, sobretudo em relação a mortes violentas e roubos de cargas. O indicador letalidade violenta (homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte registrou o menor índice do ano: 504 vítimas, uma redução de 13% em relação a setembro de 2017 (578).

Em relação ao mês anterior (552 registros), a queda foi de 9%. Nesse item, porém, os homicídios dolosos, um dos componentes do mesmo indicador, com 380 ocorrências, recuaram 17% na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas aumentaram 6% perante aos dados de agosto.

As mortes decorrentes de intervenção policial (108 casos) tiveram queda de 38% em comparação com agosto, quando foram contabilizados 175 casos. Já em comparação com setembro do ano passado, porém, houve alta de 2%.

O Rio teve ainda 11 casos de latrocínio e cinco de lesão corporal seguida de morte. Os casos de estupro tiveram alta e voltaram a preocupar. Foram registrados 489 crimes desse tipo em setembro, 13% a mais que no mês anterior e 7% acima de setembro de 2017.

Crimes contra o patrimônio público, por sua vez, tiveram redução. Os roubos de carga registraram 577 casos a menos (-15%) que setembro de 2017. Ao longo dos últimos seis meses, a redução chegou a 1.308 casos. É o menor percentual desde 2015, segundo o estudo.

Também houve diminuição de 8% nos casos de roubos de rua, e de 6% de roubos de veículos. Este último item, entretanto, quando comparado com agosto deste ano, cresceu. O instituto não informou quanto, mas os registros ficaram acima de 4 mil veículos levados por bandidos.

As Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) que apresentaram a maior redução percentual no terceiro trimestre de 2018 (comparado com o mesmo período de 2017) foram as do Méier, Pavuna, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis e Madureira e adjacências, com, respectivamente, com até 60% a menos de roubos em geral.

Expectativa de mais queda

O secretário de Estado de Segurança Pública, Richard Nunes, afirmou que "os resultados positivos" se devem à integração das Forças de Segurança.

"São resultados do trabalho apurado de inteligência, qualidade investigativa, emprego de metodologias baseadas em manchas criminais, com o uso de ferramentas como o ISPGeo (de análise criminal, desenvolvida pela Seseg), e plena integração entre as instituições", resumiu Nunes.

O titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), Delmir Gouveia, também comemorou a queda consecutiva desde abril nos números de roubos de cargas.

"Nossa expectativa é que caiam ainda mais. Esperamos fechar outubro com 1,7 mil ocorrências a menos em sete meses. Se levarmos em consideração que pelo menos 1% das ações criminosas envolvam latrocínios (roubos seguidos de mortes), já salvamos 13 pessoas em seis meses".

No mês passado, investigações da DRFC levaram quase 30 supostos integrantes de quadrilhas três líderes de roubos de cargas à prisão.

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