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Bebê é morto por mãe e padrasto em Duque de Caxias

Segundo as investigações da 60ª DP (Campos Elíseos), a mãe do bebê e o companheiro decidiram matar o menino após descobrirem que ele era filho de um relacionamento extraconjugal dela

Por Maria Inez Magalhães e Rafael Nascimento

Bebê é morto por mãe e padrasto em Duque de Caxias
Bebê é morto por mãe e padrasto em Duque de Caxias -

Rio - Um crime que chocou até os policiais. A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira, um casal suspeito de matar o bebê de dois meses, filho da acusada, atear fogo no corpo e jogar em um rio enrolado numa sacola. O crime aconteceu na última sexta-feira no Pilar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações da 60ª DP (Campos Elíseos), a mãe do bebê e o companheiro — identificados como Joice Lemos da Silva, 25 anos, e Maurício dos Santos Lima, 29 anos — decidiram matar o menino após descobrirem que ele era filho de um relacionamento extraconjugal dela.

O crime foi cometido no quintal da casa dos acusados e presenciado pela filha da mulher de 8 anos. No dia seguinte, a acusada ainda procurou a 60ª DP (Campos Elíseos) dizendo que haviam sequestrado o bebê quando ela o levava para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Caxias. O casal vai responder por homicídio e ocultação de cadáver.

Casal foi preso nesta terça-feira - Divulgação

"O que mais me chocou foi a forma fria como ela agiu na delegacia. Durante todo o tempo ela, sentada e calma, negou o crime. E, mesmo depois de apresentarmos a versão do marido (segundo a polícia, ele confessou o crime), ela disse que encontrou a criança morta", contou o delegado-titular da 60ª DP, Julio Filho.

A polícia tenta descobrir, agora, como a criança foi morta porque a sacola onde estaria o corpo foi encontrada no rio aberta, e a mãe nega que matou o filho. Já o padrasto, de acordo com as investigações, afirma que não o matou, mas confessou que ajudou a queimar o corpo e a joga-lo no rio.

A farsa foi descoberta pelos policiais da 60ª DP (Campos Elíseos) que desconfiaram da história porque a mulher só procurou a polícia no dia seguinte ao suposto sequestro. Ainda de acordo com as investigações, ela insistia em ter uma cópia do registro de ocorrência e não aparentava preocupação com o paradeiro da criança. Suspeitando das declarações da mãe do bebê, na última segunda-feira, a polícia intimou o casal a depor.

Na delegacia, o acusado disse ainda que se negou a comprar um berço para a criança porque ela não era seu filho e por isso o bebê dormia em uma banheira. Já a mulher, negou a história e ainda tentou justificar a versão do companheiro alegando que ele tem problemas mentais quando disseram que ele havia revelado a verdadeira história.

Após o interrogatório, a polícia fez diligências na casa do casal e encontraram nos fundos da residência vestígios de material queimado no local apontado pelo acusado como local do crime e confirmado pela enteada dele, a filha da acusada de 8 anos. O Corpo de Bombeiros foi chamado e conseguiram encontrar no rio a sacola, que estava aberta e vazia.

A mãe da mulher e os filhos foram ouvidos. A filha contou que na sexta-feira, à noite, deu mamadeira para o bebê e dormiu e que não viu o casal chegar em casa porque era muito tarde. Segundo a menina, no dia seguinte, a mãe acordou e disse que o bebê estava morto. A garota contou também que a mãe maltratava o pequeno de dois meses após descobrir que ele não era o filho do seu atual companheiro. A menina disse ainda que a mãe é agressiva com ela e os irmãos, que bate neles com vara e que os deixa em casa sozinhos e com fome. A garota revelou que o padrasto também batia no irmão e que a mãe saía e deixava o bebê sob os cuidados dela.

 

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