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Dentista suspeito de matar ex-namorada grávida vai a júri popular

Thiago Medeiros responde por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver, aborto sem consentimento da gestante e feminicídio

Por O Dia

Nathalie Rios estava grávida
Nathalie Rios estava grávida -

Rio - O juiz Alexandre Abrahão, titular da 3ª Vara Criminal, decidiu que o dentista Thiago Medeiros, denunciado pela morte da ex-namorada Nathalie Rios Motta Sales, que estava grávida de três meses, vai a júri popular. Ele responde por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver, aborto sem consentimento da gestante e feminicídio — termo de crime de ódio baseado no gênero, amplamente definido como o assassinato de mulheres. 

Na decisão, o magistrado também manteve a prisão preventiva de Thiago.

O corpo de Nathalie, de 32 anos, foi encontrado carbonizado dentro de uma pilha de pneus em Vassouras, no Centro-Sul Fluminense, cidade de origem de Medeiros. O dentista foi preso dias após o corpo da farmacêutica ser encontrado. Um brinco e parte do tecido de uma blusa foram reconhecidos por familiares como sendo pertencentes a Nathalie.

Segundo a denúncia do Ministério Público (MPRJ), no dia do crime, Thiago telefonou para a então ex-namorada marcando um encontro e a levou para local desconhecido e a matou, possivelmente no interior de seu carro. O MP suspeita que o acusado dopou a vítima.

Posteriormente, Thiago teria utilizado pneus mantidos na fazenda de seu pai, em Vassouras, para carbonizar os corpos. No local, foram encontrados fragmentos ósseos, restos de roupas e acessórios, como os brincos da vítima.

Thiago confirma que esteve com a empresária no dia do desaparecimento, mas negou na época da prisão a autoria do crime. Na versão do acusado, ele teria dado uma carona para Nathalie até o Aterro do Flamengo, deixando-a próximo do apartamento dela, na rua Marquês de Abrantes. Depois, seguiu para Vassouras, onde tem consultório. No entanto, câmeras mostram somente o momento em que ela entra no carro.

O dentista e a vítima se conheceram em 2008 e mantinham um relacionamento amoroso, mesmo após ele ter assumido o noivado com uma médica da Aeronáutica, em 2016. Para o Ministério Público, o suspeito não queria ser pai, o que motivou o crime.

 

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