Ceciliano defende que deputados presos tomem posse mas não recebam salário

Presidente da Casa disse ainda que a Mesa Diretora irá ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) na segunda-feira para tratar do tema

Por PALOMA SAVEDRA

André Ceciliano comemorou o cargo após votação. Deputada Lucinha (ao lado) jogou beijo para manifestantes na galeria, que foram flagrados com laranjas 
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André Ceciliano comemorou o cargo após votação. Deputada Lucinha (ao lado) jogou beijo para manifestantes na galeria, que foram flagrados com laranjas nas mãos -

Rio - Eleito neste sábado presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Ceciliano (PT) defendeu a posse dos seis deputados presos, mas desde que eles não recebam salários nem mantenham a estrutura dos gabinetes. Ceciliano deu a declaração ao ser questionado por jornalistas logo após a votação para a presidência.

Pesará na decisão do chefe do Legislativo fluminense e de integrantes da Mesa Diretora o que ouvirão do presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desembargador André Fontes.

Os parlamentares irão à Corte na segunda-feira para tratar do tema. A Justiça impediu que os parlamentares presos saíssem da prisão para tomar posse na Alerj, mas deixou que o Legislativo fluminense decida se eles irão ou não assumir seus mandatos.

"Estamos tentando uma reunião no TRF2 na segunda-feira. Queremos conversar, tirar umas dúvidas. A gente vai ter que encarar essa decisão. Não dá para adiantar... Até quarta-feira teremos essa decisão", disse o presidente da Alerj.

"Eles não têm trânsito em julgado. A gente não pode cassar o mandato também. Eu vou para a Mesa e a minha opinião é para dar posse sem salário e sem gabinete", complementou.

Após a reunião no TRF2, os deputados vão discutir o assunto na próxima terça-feira. E, no dia seguinte (quarta-feira), a Mesa Diretora vai bater o martelo.

Desses seis parlamentares, cinco foram presos na Operação Furna da Onça - um desdobramento da Lava Jato no Rio -, em novembro de 2018: André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinícius Neskau (PTB). Já Anderson Alexandre (Solidariedade) está preso por uma ação desencadeada pelo Ministério Público Estadual (MPRJ).

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