Mãe de jovem morto em blitz na Vila Militar deve processar o Exército

Christian Santana, de 19 anos, estava na garupa da moto de um amigo quando foi atingido por um tiro de fuzil nas costas

Por Jenifer Alves*

Rio de Janeiro (RJ), 26/06/2019, MAE DO CRISTIAN- Cristiane, mãe de Christian Felipe Santana de Almeida Alves, morto após furar blitz do exército na Vila Militar, Zona Oeste do   Rio de Janeiro.Foto: Armando Paiva / Agência O Dia Cidade, Cotidiano, Exercito, Blitz, Christian
Rio de Janeiro (RJ), 26/06/2019, MAE DO CRISTIAN- Cristiane, mãe de Christian Felipe Santana de Almeida Alves, morto após furar blitz do exército na Vila Militar, Zona Oeste do Rio de Janeiro.Foto: Armando Paiva / Agência O Dia Cidade, Cotidiano, Exercito, Blitz, Christian -

Rio - Cristiane de Almeida, de 42 anos, mãe do jovem morto durante uma blitz do Exército em Guadalupe afirma que irá entrar com uma ação contra a instituição. O caso aconteceu na madrugada da última sexta-feira. Christian Felipe Santana, de 19 anos, estava na garupa da moto de um amigo, um adolescente, quando foi atingido nas costas por um tiro de fuzil.

Cristiane confirma a versão do jovem de 16 anos de que o militar atirou em Christian por estar com o fuzil torto: "Era pra atirar na moto, não no meu filho, em momento nenhum eles quiseram atirar nos rapazes, era na moto. Mas o tiro o acertou". Ela explicou ainda que o Exército não prestou esclarecimentos às famílias sobre o caso. "Eu sozinha, junto com a mãe do menor que estava com ele, vamos entrar com uma ação contra o Exército", reforça.

A mãe do jovem, que trabalha como líder de limpeza, saiu de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, para buscar os pertences do filho no primeiro distrito do Exército, na Vila Militar, Zona Oeste do Rio, nesta segunda-feira. Ela conta que o tênis, o celular e a identidade do rapaz ainda estão na unidade: "Só quero as coisas do meu filho", desabafou ao DIA.

Ao tentar recuperar os objetos, Cristiane diz que precisou assinar um termo e voltar para casa, pois deveria esperar o contato dos militares para reaver os pertences que estavam com o filho no dia do crime: "Se eles socorreram o meu filho, já morto mesmo, e levaram pro hospital, eles não tinham que ter tirado nada dele, eles tinham que ter deixado ele ir pro hospital com tudo que ele tinha", contou Cristiane. O jovem foi levado para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, pelos militares,mas já chegou morto à unidade de saúde. 

A reportagem procurou o Comando Militar do Leste mas, até a publicação desta matéria, o CML não havia respondido. O espaço está aberto para manifestação.

*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

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