Diarista e filho de 10 anos estão entre os desaparecidos da Muzema

Bombeiros procuram 16 desaparecidos, mas há chances de sobreviventes

Por Maria Luisa de Melo

Ruan Amorim, de 10 anos
Ruan Amorim, de 10 anos -

Rio -  A diarista Zenilda Bispo de Amorim, de 40 anos, e seu filho Ruan Amorim Rodrigues, de 10 anos, estavam se arrumando para ir ao trabalho e ao colégio, respectivamente, quando o prédio onde moravam, na Favela da Muzema, no Itanhangá, veio abaixo.

Ex-cunhada de Zenilda, Márcia Rodrigues, de 32 anos, acredita que seus entes queridos ainda possam estar vivos. 

"Às 6h da manhã ela recebeu uma ligação da patroa e informou que sairia de casa às 7h30, mas não deu tempo", conta Márcia, enquanto enxuga as lágrimas. Ela recebeu a notícia do desabamento na sexta, pela TV, e correu para o local. Está nas imediações do local da tragédia desde então. 

"Só vou sair daqui quando eu tiver notícias da Zenilda e do meu sobrinho. Não vou embora", diz. Ela conta ainda que o imóvel havia sido comprado pela família há oito meses. "Ela me dizia que não tinha perigo nenhum".

A esperança de Márcia de encontrar sobreviventes é corroborada pelo coronel Luciano Sarmento, coordenador da operação de salvamento.

"Esse cenário é muito mais propício para encontrarmos vida. Porque a gente pode trabalhar com células, que tem ali um pequeno habitáculo, onde a pessoa pode se manter com vida, respirando. O tempo é nosso inimigo. Mas nós temos relatos de pessoas que sobreviveram em desastres por até sete dias. Então, desde o início da operação, nós estamos trabalhando com a possibilidade de encontrar pessoas com vida", informou a jornalistas.

Pela manhã, peritos da Polícia Civil estiveram no local para recolher materiais. 

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