Semana Santa: Vigilância Sanitária intensifica prévias e dá dicas sobre o bacalhau

Fiscais interditaram um dos 61 estabelecimentos inspecionados, aplicaram 45 infrações e descartaram uma tonelada de produtos

Por O Dia, O Dia

 

Rio - De olho na qualidade do bacalhau, frutos do mar, pescado em geral e produtos de chocolate que, nessa época do ano, reinam em balcões dos mais variados tipos de estabelecimentos, a Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses da Prefeitura do Rio iniciou em 27 de março as inspeções prévias da Semana Santa. A primeira delas foi durante a operação de ordenamento urbano na Praça Tim Maia, no Recreio dos Bandeirantes.

Até o último sábado, 13, as equipes inspecionaram 61 estabelecimentos e aplicaram 45 infrações, a maioria, por falta de higiene e armazenamento e comercialização inadequada. Mais de uma tonelada (1.036 quilos) de produtos impróprios ao consumo foi descartada, como brownie sem identificação, pescado com consistência e odor alterados, bacalhau com vermelhão e desfiado fora da refrigeração e alimentos expostos descongelados. As equipes conferiram ainda o pescado salgado seco em comercialização, com dicas para o consumidor identificar o que realmente é bacalhau.

Nas vistorias das últimas duas semanas, um estabelecimento de venda de presuntos, queijos e outros frios na Rua Senador Pompeu, no Centro, foi interditado e outros três tiveram parte dos equipamentos e algumas áreas interditadas, sendo notificados sobre as medidas que devem adotar para a desinterdição. Ao todo, os fiscais emitiram 39 termos de intimações com os prazos e as exigências a serem cumpridas, como a readequação da bancada de exposição de alimentos, a manutenção do sistema de climatização e reparos em rede elétrica e estruturas físicas.

"Aproveitamos a ação na Praça Tim Maia, onde há seis peixarias, para iniciar as prévias da Semana Santa. E seguimos nas inspeções de rotina com atenção voltada ao pescado, chocolates e, em especial, ao bacalhau, para minimizar os riscos à saúde do consumidor e evitar que ele compre gato por lebre. Seguiremos com as ações até a próxima quinta-feira", adianta a médica-veterinária Aline Borges, coordenadora de Alimentos da Vigilância.

Boas práticas

Aline Borges ressalta que a qualidade tanto do pescado salgado e do seco depende, exclusivamente, da adoção de boas práticas em todas as etapas da produção: pesca, espécie do pescado, limpeza, método de salga, controle da temperatura e umidade durante o armazenamento, transporte, distribuição e ainda a avaliação constante das características normais do produto. Para tanto, a Vigilância do Rio vem priorizando as orientações aos comerciantes sobre a importância de observar e cumprir critérios definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

"Para termos à mesa um produto de qualidade, todos precisam fazer a sua parte. O comerciante deve seguir os protocolos dos órgãos reguladores e o consumidor tem que estar atento à higiene dos estabelecimentos e conferir o rótulo de cada produto, onde há informações importantíssimas, como procedência, validade e temperatura de armazenamento. Já a Vigilância, mais do que fiscalizar, atua na prevenção dos riscos à saúde pública. Para isso, ampliamos as orientações, triplicamos as capacitações e intensificamos as prévias em eventos diferenciados, como o Carnaval e a própria Semana Santa. Essa estratégia trouxe resultados muito positivos, e nos permitiu avançar na redução de riscos - comemora a subsecretária de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses, Márcia Rolim, recomendando à população que denuncie qualquer irregularidade ao 1746, Central de Atendimento da Prefeitura.

 

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