Organizador de festa no Terreirão não comparece à delegacia para depor sobre morte de jovem

Segundo delegada, produtor será intimado pessoalmente para prestar esclarecimentos na próxima quarta

Por *Natasha Amaral

A jovem foi eletrocutada ao encostar em uma barra de ferro
A jovem foi eletrocutada ao encostar em uma barra de ferro -

Rio - O organizador da festa Puff Puff Bass no Terreirão do Samba, Victor Freitas, não compareceu à 6ª DP (Cidade Nova) para prestar novo depoimento, nesta segunda-feira, sobre a morte de Maria Fernanda Lima, 20 anos. De acordo com a delegada Maria Aparecida Mallet, Victor foi intimado por telefone e não foi ao local. No entanto, segundo Aparecida Mallet, ele será intimado pessoalmente, nesta terça-feira, para prestar esclarecimentos na quarta.

A delegada não descarta que um tapume de ferro possa ter causado algum dano na rede subterrânea de eletricidade do local. "Somente com o laudo da perícia poderemos afirmar com certeza o que causou o choque em Maria Fernanda Lima. No entanto, o administrador do Terreirão, Sérgio Luiz Noronha, disse em seu depoimento que a Rioluz não fez vistoria na rede subterrânea, apenas na caixa de força e na rede aérea. Por isso, estou cobrando da Rioluz os laudos das vistorias feitas no Terreirão, além de uma série de outros questionamentos", afirmou Aparecida Mallet.

A participante Maria Luisa, que também recebeu um choque elétrico, prestou depoimento nesta segunda-feira. "O depoimento dela é muito importante nas investigações. Queremos identificar ainda uma funcionária que fazia a limpeza dos banheiros que teria avisado as pessoas sobre áreas que estariam dando choque", explicou a delegada.

Em contato com o DIA, na tarde desta terça-feira, o Coletivo Puff Puff Bass informou que Victor Freitas e Vinícius Torres, sócios produtores, prestaram seus depoimentos no dia do acidente, na parte da manhã. "Até o presente momento não houve nenhuma intimação para depor novamente - nem presencial muito menos por telefone", disse o coletivo, em nota.

"Toda a história ocorrida com a Maria Fernanda é muito trágica para que boatos sejam criados em cima dos demais personagens envolvidos. Estamos à disposição para responder o que pudermos, lembrando apenas que as informações que possuímos até o momento já foram divulgadas", finalizou o documento.

Nota incluída às 14h06 desta terça, que corrige o nome de um dos organizadores, grafado anteriormente como Vitor Torres Alencar.

Enterro sob forte comoção

A universitária Maria Fernanda Ferreira de Lima, 20 anos, foi sepultada na tarde desta segunda-feira, no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio. No dia da tragédia, ela chegou a ser socorrida no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas teve duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.

*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

Comentários