Milicianos e traficantes da Zona Oeste se unem para tomar comunidade em Madureira

Polícia investiga se grupos criminosos estariam por trás dos últimos conflitos no bairro da Zona Norte

Por O Dia

Rio - A aliança de traficantes e milicianos, denunciada pelo jornal MEIA HORA como união '5.3', expandiu a área de confrontos por domínio territorial no Rio. Os tiroteios, antes restritos à Praça Seca, na Zona Oeste, agora invadem Madureira, na Zona Norte. Na última segunda-feira, um confronto no Morro da Serrinha levou pânico aos moradores e terminou com a morte de Marco Antônio de Oliveira Silva, o Rei da Lança, apontado como gerente do tráfico local. A Delegacia de Combate as Drogas (DCOD) informou que há investigações em curso, mas não pode dar detalhes a respeito.

A intenção dos membros do Terceiro Comando Puro (TCP) e dos paramilitares em tomar os territórios do Comando Vermelho (CV) foi evidenciada por um áudio obtido pela reportagem do MEIA HORA, em que o traficante Lacoste, do TCP, diz que "nós vai pra dentro com força, porque vocês vai (sic) ser banido". A ameaça aumentou a tensão, tanto entre as facções, quanto com a polícia.

De acordo com o tenente-coronel Lima, comandante do 9º BPM (Rocha Miranda), as ações deflagradas no início da semana "fazem parte do trabalho da polícia". Ainda segundo ele, "os agentes não medem esforços para conter a situação que está se desenvolvendo em Madureira". Além do tiroteio de segunda-feira, que resultou na morte do Rei da Lança, a polícia entrou em confronto com bandidos, na manhã do último domingo, no mesmo Morro da Serrinha. As duas ações resultaram na prisão de dez suspeitos. Cinco fuzis e sete pistolas foram apreendidas.

Uma fonte policial envolvida nas investigação afirma que a presença da milícia no cenário de disputa das facções do Rio "é um fato recente". "É tudo novo, tanto para os cidadãos, quanto para a gente. Vamos descobrir no que isso tudo vai dar em breve", afirmou.

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