Polícia procura homem que posou ao lado de onça morta

Se tiver matado o bicho, suposto caçador poderá ser detido e terá que pagar multa

Por Felipe Rebouças*

Homem identificado como Pará posa ao lado de onça-parda morta e enforcada, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Santo Aleixo, distrito de Magé, na Baixada Fluminense.
Homem identificado como Pará posa ao lado de onça-parda morta e enforcada, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Santo Aleixo, distrito de Magé, na Baixada Fluminense. -

Policiais da 65ª DP (Magé) estão procurando um homem que causou indignação nas redes sociais, ao aparecer posando ao lado de uma onça-parda suçuarana morta, num trecho do Parque Nacional da Serra dos Órgãos que fica em Magé. A polícia já sabe que o suposto caçador é conhecido como Pará. Ele filmou a cena. De acordo com o Código Penal, se o abate for comprovado, a previsão é de detenção de seis meses a um ano e multa. No ano passado, duas pessoas que cometeram esse tipo de crime tiveram que pagar R$ 743 mil de indenização. Esse felino é considerado espécie em extinção no Brasil, segundo o Ibama.

"Aí galera, vocês falam que no mato não tem onça. Aqui ó, o que o tenente Parazin (como o próprio caçador se intitula) fez aqui. Oito horas da noite, a onça passou, ficou (na minha frente) e se fodeu. E quantas tiver, se fode (sic) mais ainda", diz o suposto caçador no vídeo que viralizou na internet.

É possível ouvir ao fundo o comentário de um segundo homem. Ele diz que a onça morreu com "um tiro só" e, ao fim da gravação, sussurra: "Tira foto". Uma terceira pessoa acrescenta: "É um luxo, nós vamos comer a carne dela".

O Disque Denúncia (2253-1177) informou que, até o fim da tarde de ontem, a central tinha recebido apenas uma ligação sobre o caso. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente de Magé, Luciano da Cruz, as buscas pelo homem começaram há três dias, na última terça-feira.

Os caçadores que foram multados no ano passado tinham cometido o crime no trecho da floresta da Mata Atlântica de Santa catarina. À época, os envolvidos não chegaram a ser presos.

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